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Economicamente, as sanções que impomos à Rússia para acabar com sua agressão estão tendo um efeito poderoso e também crescente. Agora, Moscou está manipulando dados econômicos a fim de apoiar a insistência do presidente Putin de que tudo está bem e que a economia russa está forte. Isso simplesmente não é verdade.

Secretário de Estado Antony Blinken

Desde fevereiro de 2022, a comunidade internacional tem imposto inúmeras sanções à Rússia em resposta à sua guerra contra a Ucrânia. Na tentativa de minar os efeitos das sanções, descartar a rejeição internacional das ações da Rússia na Ucrânia e desencorajar ações futuras, o Kremlin tem espalhado desinformação sobre a eficácia das sanções. Um novo estudo da Universidade de Yale fornece dados que contradizem diretamente a falsa narrativa de que o Kremlin tem espalhado sobre o estado da economia da Rússia.

Ficção: A economia russa é forte o suficiente para que as sanções internacionais não a afetem significativamente. As sanções internacionais realmente prejudicam o Ocidente mais do que a Rússia.

Fato: As sanções internacionais estão tendo um efeito poderoso na economia russa. Os fornecedores de desinformação do Kremlin forçam a narrativa de que as sanções internacionais não têm efeito significativo sobre a economia russa, apesar do fato de que até mesmo a chefe do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, admitiu: “a atividade econômica está em declínio (…) o término das relações econômicas de longo prazo terá um impacto negativo”.

A Rússia não tem capacidade de produzir versões domésticas de produtos que já comprou internacionalmente. A fim de tentar preencher essa lacuna, o presidente Putin até tentou legalizar o roubo de propriedade intelectual de “países hostis”. Muitos dos cidadãos mais talentosos da Rússia deixaram o país em busca de uma vida melhor. Pesquisadores estimam que centenas de milhares de acadêmicos, trabalhadores de tecnologia, jornalistas, artistas, empresários e outros membros da força de trabalho qualificada têm deixado a Rússia desde a invasão da Ucrânia pelo Kremlin em fevereiro de 2022. Mesmo que a Rússia pudesse reconstruir sua economia sem materiais de países que lhe impuseram sanções, a Rússia agora não tem a força de trabalho necessária para promover um crescimento econômico robusto e dinâmico.

Ficção: As sanções internacionais não são eficazes porque a Rússia pode se voltar para o comércio com países que ainda não lhe aplicaram sanções.

Fato: A Rússia está tendo dificuldades para encontrar novos fornecedores e clientes para produtos que já comprou e vendeu globalmente. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, as importações da Rússia caíram 50%. O Kremlin está tendo dificuldades para encontrar novas fontes de itens importantes que não consegue produzir. Isso é notável no campo de batalha onde a Rússia está usando microchips retirados de geladeiras e máquinas de lavar em seu equipamento militar.

Publicamente, a Rússia está divulgando sua relação comercial com a República Popular da China (RPC) visando compensar as deficiências de importação e exportação. Na realidade, é uma relação desigual, pois a Rússia precisa da RPC muito mais do que a RPC precisa da Rússia. A partir de 2021, a RPC era a principal fonte de importações da Rússia; no entanto, a Rússia se classificou apenas como o 11º maior importador de bens da RPC. Desde a guerra, as exportações da RPC para a Rússia encolheram quase 50% desde o início do ano até abril de 2022.

Autoridades russas afirmaram incorretamente que [a RPC] pode facilmente se voltar para outros compradores de suas exportações de gás natural e petróleo, mas exportar grandes quantidades de gás natural para países fora da Europa não é uma opção de curto ou médio prazo para a Rússia. Mais de 90% do gás da Rússia é transportado por gasoduto, e a grande maioria dos gasodutos da Rússia se conecta a mercados e refinarias na Europa. A Rússia precisaria construir novos gasodutos ou instalações marítimas caras a fim de aumentar significativamente as exportações de gás natural para a Ásia.

Ficção: O desempenho do rublo mostra que a economia russa é forte.

Fato: O Kremlin adotou medidas severas visando aumentar artificialmente o desempenho do rublo, o que prejudica tanto as empresas russas quanto a população em geral.

Autoridades russas afirmam que o rublo é a moeda de melhor desempenho do ano, sem mencionar que seu valor relativamente alto se deve aos controles extremos de capital que a Rússia tem decretado. Após sua invasão ilegal e não provocada em grande escala da Ucrânia, o Kremlin proibiu os cidadãos de enviar dinheiro para o exterior, suspendeu as vendas de dólares dos bancos, exigiu que os exportadores trocassem 80% de seus ganhos em rublos e forçou as empresas a pagar a dívida externa em rublos. Essas medidas sustentaram o valor do rublo, forçando a compra da moeda e proibindo a venda. Essas restrições financeiras draconianas prejudicam tanto as empresas quanto os cidadãos russos.  

Ficção: O governo russo pode promulgar políticas que protejam sua economia do efeito das sanções, portanto, o consumidor russo médio não é afetado pela economia falida da Rússia.

Fato: Os cidadãos russos comuns já veem os efeitos da guerra do Kremlin na Ucrânia em suas vidas diárias.

O Kremlin não pode garantir que o cidadão russo médio tenha a mesma qualidade de vida que tinha antes de o Kremlin tomar a decisão de invadir ainda mais a Ucrânia. Mais de mil empresas internacionais em vários setores deixaram a Rússia em 2022, resultando em cidadãos russos não tendo mais acesso a bens e serviços que antes desfrutavam. Por exemplo, a Apple deixou a Rússia e seus produtos não estarão mais disponíveis quando o estoque existente se esgotar.

Vários dados mostram como o estado terrível da economia russa afeta negativamente a vida dos cidadãos russos médios. A inflação em setores dependentes de importação, como eletrodomésticos e serviços hospitalares, aumentou cerca de 40% a 60%. Em maio de 2022, as vendas de carros novos caíram 84%, indicando que os consumidores na Rússia não têm confiança na economia para fazer grandes compras. Relatórios indicam que a produção doméstica da Rússia em muitos setores foi severamente interrompida, com impactos reais para os cidadãos russos. Por exemplo, as empresas russas pararam de fabricar airbags para carros ou sistemas de freios antibloqueio devido à falta de componentes necessários, colocando os consumidores russos em maior risco.

U.S. Department of State

The Lessons of 1989: Freedom and Our Future