O Secretário de Estado dos EUA, Antony J. Blinken, Será o Anfitrião a 14 de Março da Cerimônia de Premiação Virtual,

Que Contará com um Discurso da Primeira-Dama dos Estados Unidos, Dra. Jill Biden.

Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete do Porta-Voz
Nota para a imprensa
8 de Março de 2022

Na segunda-feira, 14 de Março, às 10h (horário do Leste dos EUA), o Secretário de Estado Antony J. Blinken sediará a celebração anual do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem (IWOC, na sigla em inglês) em uma cerimônia virtual no Departamento de Estado dos EUA. A cerimônia do Prêmio IWOC 2022 homenageará um grupo de 12 mulheres extraordinárias de todo o mundo que estão a trabalhar para construir um futuro melhor para todos. A Primeira-Dama dos Estados Unidos, Dra. Jill Biden, fará um discurso em reconhecimento às conquistas corajosas das premiadas do IWOC deste ano.

Com muita cautela devido à pandemia da COVID-19 e para praticar o distanciamento social seguro, a cerimônia terá apenas a cobertura de imprensa e será transmitida ao vivo pelo site www.state.gov.

Agora em seu 16º ano, o Prêmio IWOC do Secretário de Estado reconhece mulheres de todo o mundo que demonstraram coragem, força e liderança excepcionais na defesa da paz, justiça, direitos humanos, equidade e igualdade de gênero e do empoderamento de mulheres e raparigas em toda a sua diversidade – muitas vezes com grande risco e sacrifício pessoal. Desde Março de 2007, o Departamento de Estado reconheceu mais de 170 mulheres de mais de 80 países com o Prêmio IWOC. As missões diplomáticas dos EUA no exterior nomeiam uma mulher corajosa de cada respectivo país anfitrião e as finalistas são selecionadas e aprovadas por altos funcionários do Departamento de Estado. Após a cerimônia virtual do IWOC, as premiadas participarão de um intercâmbio virtual do Programa de Liderança de Visitantes Internacionais (IVLP) para se conectar com suas contrapartes americanas e fortalecer a rede global de mulheres líderes. As premiadas de 2022 são:

Rizwana Hasan – Bangladesh

Rizwana Hasan é uma advogada que demonstra coragem e liderança excepcionais em sua missão de proteger o meio ambiente e defender a dignidade e os direitos dos marginalizados de Bangladesh. Através de casos legais marcantes nos últimos 20 anos, Hasan mudou a dinâmica do desenvolvimento em Bangladesh para incluir um foco centrado em pessoas nas questões de justiça ambiental. Como diretora executiva do escritório de advocacia de interesse público da Associação de Advogados Ambientais de Bangladesh, ela argumentou e ganhou casos monumentais contra desmatamento, poluição, navios não regulamentados e projetos de desenvolvimento urbano ilegais. Em 2009, Hasan foi nomeada uma dos 40 Heróis Ambientais do Mundo pela revista TIME e recebeu o Prêmio Ramon Magsaysay em 2012 por seu activismo. Nos anos seguintes, ela continuou seu trabalho crucial no tribunal para combater a degradação ambiental e os efeitos locais das mudanças climáticas, apesar da resistência significativa de interesses de poderosos e ameaças de violência a ela e sua família.

Simone Sibilio do Nascimento – Brasil

Simone Sibilio do Nascimento é uma das promotoras mais proeminentes do Brasil e ex-Delegada da Polícia Civil e Capitã da Polícia Militar. A Sra. Sibilio do Nascimento actua como promotora há 18 anos no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), onde desempenha um papel vital no combate ao crime organizado e corrupção pública, milícias e tráfico de drogas. Como promotora principal em vários casos de grande repercussão, a Sra. Sibilio do Nascimento demonstrou sua disposição para enfrentar controvérsias e expor a violência de gênero e ataques a ativistas sociais. Ela é a primeira mulher a liderar a unidade especializada do MPRJ encarregada de combater o crime organizado. Em 2019, ela recebeu a medalha de honra do Procurador-Geral, a maior distinção da organização.

Ei Thinzar Maung – Burma

Uma voz pró-democracia inspiradora e influente que surgiu como um símbolo de resistência pública pacífica poucos dias após o golpe de estado de 1º de Fevereiro de 2021, Ei Thinzar Maung actua como Vice-Ministra da oposição pró-democracia da Birmânia NUG para Assuntos de Mulheres, Jovens e Crianças. Suas actividades de direitos humanos em nome de grupos minoritários, incluindo Rohingya, há muito promovem a visão de uma democracia multipartidária inclusiva para a Birmânia que respeite os direitos humanos; ela foi presa em 2015 por protestar contra uma lei que incluía a proibição de sindicatos estudantis e o ensino em línguas de minorias étnicas. Após o golpe, seu trabalho para apoiar o ativismo pacífico pró-democracia, como o Movimento de Desobediência Civil e o engajamento da juventude, resultou na emissão de um mandado de prisão pelo regime. Embora forçada a se esconder, ela continua comprometida com a democracia e continua a trabalhar por uma Birmânia forte, inclusiva e democrática que respeite os direitos humanos.

Josefina Klinger Zúñiga – Colômbia

Josefina Klinger Zúñiga é uma corajosa defensora afro-colombiana dos direitos humanos e do meio ambiente de Nuquí, Chocó, um município rural no oeste da Colômbia com uma população maioritariamente afro-colombiana e indígena. Ela dedicou sua vida a trabalhar em um país que pode ser perigoso para os defensores dos direitos humanos e do meio ambiente, onde mais de 80% das mortes na Colômbia estão ligadas à exploração econômica da terra e dos recursos naturais, incluindo mineração ilegal, desmatamento e tráfico de drogas. A Sra. Klinger Zúñiga fundou Mano Cambiada (“Mão Trocada”) em 2006 para promover o ecoturismo sustentável em Chocó e capacitar a comunidade local daquela região ao longo da costa do Pacífico historicamente afectada por conflitos. Sua dedicação a combater as ameaças ambientais à estabilidade econômica rural está enraizada em sua inspiração para defender a dignidade e os direitos das comunidades marginalizadas, derrubar barreiras para promover mudanças positivas e capacitar a população afro-colombiana e indígena, além de ensinar uma nova geração de líderes a gerir recursos ambientais e bens culturais para produzir renda sustentável e mantê-los longe de grupos armados ilegais e organizações de narcotráfico.

Taif Sami Mohammed – Iraque

Taif Sami Mohammed assumiu o cargo de Vice-Ministra das Finanças em 2019 e, simultaneamente, ocupa o cargo de Diretora-Geral do Departamento de Orçamento. Ela trabalhou no Ministério das Finanças por aproximadamente 36 anos, começando inicialmente como analista de orçamento em 1985 e chegando até a Vice-Diretora-Geral do Departamento de Orçamento em 2005, quando se tornou Diretora-Geral do Departamento de Orçamento. Líder da linha da frente contra práticas corruptas, Mohammed é conhecida como a “Mulher de Ferro”. Como política independente, a Sra. Mohammed tem sido fundamental na prevenção e dissuasão da corrupção orçamentária no Iraque. A Sra. Mohammed é formada em Economia pela Universidade de Bagdá (1985). Ela também possui diploma do Arab Planning Institute no Kuwait, com foco em planeamento e desenvolvimento (1989-90).

Facia Boyenoh Harris – Libéria

Facia Boyenoh Harris é uma activista vitalícia pelos direitos das mulheres e contra a violência de gênero na Libéria. Como co-fundadora da Paramount Young Women Initiative, ela trabalhou por décadas para combater a agressão sexual generalizada e o assédio de meninas em idade escolar, criar oportunidades de educação e fornecer treinos de liderança para a próxima geração de líderes femininos. Ela também é uma organizadora da comunidade, sendo co-fundadora do Fórum Feminista Liberiano e tendo facilitado a coordenação entre grupos de defesa de mulheres, para fomentar o activismo de bairro, onde ela organiza grupos sobre questões tão amplas como participação política, saneamento e estupro. O activismo corajoso da Sra. Harris – que em alguns casos foi recebido com ameaças e assédio – começou após duas guerras civis brutais e em um contexto em que estupro, mutilação/corte genital feminino e assédio sexual continuam ameaçando meninas e mulheres de todas as idades. Atualmente, a Sra. Harris é a diretora de Divulgação e Sensibilização da Comissão de Informação Independente de Aplicação da Lei de Liberdade de Informação da Libéria.

Najla Mangoush – Líbia

Nomeada a 15 de Março de 2021, Najla Mangoush tornou-se a primeira mulher Ministra das Relações Exteriores da Líbia e a quinta a ocupar tal cargo no norte de África. Durante a Revolução de 2011 na Líbia, a Dra. Mangoush chefiou a Unidade de Engajamento Público do Conselho Nacional de Transição, que lidava com organizações da sociedade civil. Especialista em resolução de conflitos, a Dra. Mangoush atuou como representante do país na Líbia para o Instituto da Paz dos EUA e como Oficial do Programa de Leis de Construção da Paz no Centro para Religiões Mundiais, Diplomacia e Resolução de Conflitos em Arlington, Virgínia. A Dra. Mangoush formou-se como advogada na Universidade de Benghazi (então Universidade Garyounis), onde mais tarde trabalhou como Professora Assistente de Direito. Ela estudou com uma bolsa Fulbright nos Estados Unidos, onde se formou no Center for Justice and Peacebuilding da Universidade Eastern Mennonite, na Virgínia e, mais tarde, a Dra. Mangoush obteve um Ph.D. em Análise e Resolução de Conflitos pela Universidade George Mason.

Doina Gherman – Moldávia

Doina Gherman actua no Parlamento da Moldávia desde 2019, onde defendeu os esforços para promover a inclusão das mulheres e proteger sobreviventes de violência doméstica e de gênero. Ela é Vice-Presidente do Partido de Acção e Solidariedade (PAS), chefe da Organização das Mulheres do PAS, preside a Comissão de Política Externa e Integração Europeia do Parlamento e actuou anteriormente na Comissão de Direitos Humanos do Parlamento. Antes de entrar no Parlamento, trabalhou como inspetora no Serviço de Alfândega da Moldávia e ensinou Comunicação e Branding no Instituto de Ciências da Educação. A Sra. Gherman obteve um mestrado em Gestão pela Academia Moldava de Administração Pública e um bacharelado em línguas estrangeiras pela Universidade Estadual de Balti. Ela fala romeno, russo, francês e inglês.

Bhumika Shrestha – Nepal

A activista transgênero Bhumika Shrestha tem defendido os direitos das minorias de gênero e a justiça social no Nepal desde 2007. Apesar do estigma social arraigado e dos preconceitos históricos contra as pessoas transgênero, a Sra. Shrestha ajudou a liderar o movimento pelo reconhecimento da minoria de gênero, já que o Nepal enfrentou uma enorme agitação política e Renascimento. Graças em grande parte ao seu activismo, em 2007, a Suprema Corte do Nepal decidiu que os indivíduos poderiam ser identificados como um terceiro gênero em documentos de cidadania e, na primavera de 2021, ela mudou com sucesso sua cidadania de “outro” para feminino. Durante a pandemia da COVID-19, a Sra. Shrestha defendeu junto ao Governo do Nepal para garantir que as necessidades da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e intersexuais (LGBTQI+) fossem atendidas em nível político. Ao mesmo tempo, ela trabalhou no nível de base para garantir que as necessidades médicas, econômicas e de saúde mental fossem atendidas.

Carmen Gheorghe – Romênia

Desde 2013, Carmen Gheorghe é Presidente da E-Romnja, uma ONG que promove os direitos das mulheres Romani (ciganas). De 2008 a 2019, ela trabalhou como gerente de projetos, especialista e instrutora em questões LGBTQI+, gênero e Romani para várias ONGs respeitáveis na Romênia, incluindo a Agência “Impreuna” para o Desenvolvimento Comunitário, o Fundo de Educação Romani, a ONG de direitos LGBQTI+ ACCEPT, o Centro de Educação e Direitos Humanos e o Centro de Recursos para Comunidades Ciganas, uma organização derivada da Fundação Open Society. Antes disso, a Dra. Gheorghe trabalhou como especialista para a Agência Nacional para Romani, uma Agência Governamental encarregada de desenvolver políticas para as comunidades Romani. Ela possui bacharelado em Administração Pública (2006), mestrado em Estudos de Gênero (2008) e doutorado em Ciência Política (2014) pela Escola Nacional de Ciência Política e Administração Pública de Bucareste.

Roegchanda Pascoe – África do Sul

Na África do Sul, um país que enfrenta altas taxas de crime organizado, violência baseada em gênero e assassinato, Roegchanda Pascoe defendeu corajosamente a paz, a justiça e a inclusão econômica nos historicamente carentes e violentos Cape Flats da Cidade do Cabo. Apesar de vários atentados contra sua vida e ameaças contínuas de criminosos violentos, a Sra. Pascoe continua criando comunidades mais seguras, especialmente para mulheres e crianças que foram traumatizadas pela violência, e treinando a próxima geração de defensores da comunidade. Ela pediu ao Presidente da África do Sul, ao governo local e à polícia que aumentem a prevenção do crime, a intervenção e o combate à corrupção; e ela corajosamente convocou líderes de gangues e membros da comunidade para mediação de conflitos.

Phạm Đoan Trang – Vietname

Phạm Đoan Trang é autora, blogueira, jornalista e defensora de direitos humanos reconhecida internacionalmente que, através de seus escritos e entrevistas, usa argumentos jurídicos minuciosamente pesquisados ​​para defender os direitos humanos, o estado de direito e a inclusão de todas as vozes nos espaços políticos no Vietname. A Sra. Trang é autora de livros e cofundadora de várias organizações comunitárias focadas na expansão da participação política e na promoção dos direitos humanos, boa governança e acesso à justiça. Como jornalista, ela corajosamente relatou questões sociais anteriormente intocadas pela mídia vietnamita. A Sra. Trang recebeu vários prêmios internacionais por seu trabalho. Ela foi presa a 6 de Outubro de 2020 e condenada a nove anos de prisão a 14 de Dezembro de 2021, por supostamente “fazer, armazenar ou divulgar propaganda contra o governo popular” por seus escritos e expressar pacificamente suas opiniões.

Dada a natureza virtual da cerimônia do IWOC Awards deste ano, os premiados não estarão disponíveis para entrevistas pessoais. No entanto, os meios de comunicação podem enviar um e-mail para MediaRequests@state.gov para agendar entrevistas virtuais com os premiados. Também convidamos todos a usarem as hashtags #IWOC2022 e #WomenOfCourage nas mídias sociais para notícias e atualizações sobre a premiação deste ano. Para quaisquer dúvidas do IWOC, entre em contato com o Escritório do Secretário de Questões Globais da Mulher (SGWI_PA@state.gov). Para quaisquer dúvidas sobre IVLP, entre em contato (ECA-Press@state.gov).


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/2022-international-women-of-courage-award-recipients-announced/

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.

U.S. Department of State

The Lessons of 1989: Freedom and Our Future