A Casa Branca
24 de fevereiro de 2023

Há um ano, a Rússia deu início à sua invasão brutal e não provocada na Ucrânia. Os Estados Unidos uniram o mundo para dar uma resposta, trabalhando com nossos aliados e parceiros para fornecer à Ucrânia assistência crítica de segurança, econômica e humanitária e liderando esforços sem precedentes para impor custos à Rússia por sua agressão. Nesta semana, o presidente Biden visitou Kiev, na Ucrânia, e Varsóvia, na Polônia, para enviar uma mensagem clara e poderosa de que os Estados Unidos continuarão ao lado da Ucrânia pelo tempo que for necessário.

Hoje, no aniversário de um ano da invasão da Rússia, os Estados Unidos anunciam uma série de ações adicionais para continuar fornecendo à Ucrânia o apoio de que aquele país precisa e responsabilizar a Rússia por sua guerra de agressão. Uma lista mais abrangente de ações que os EUA adotaram no ano passado em resposta à invasão da Rússia está disponível AQUI.

Apoiando a Ucrânia

Assistência de segurança adicional para a Ucrânia: Hoje, o Departamento de Defesa (DoD) anunciou um pacote adicional de assistência de segurança para a Ucrânia sob a Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia (USAI). Esses recursos incluem vários novos sistemas aéreos não tripulados (UAS), equipamentos de sistemas aéreos não tripulados (C-UAS) para fortalecer as defesas aéreas da Ucrânia e ajudar a proteger seu povo, e equipamentos de detecção de guerra eletrônica para reforçar a capacidade da Ucrânia de repelir a agressão russa. O pacote também inclui uma grande quantidade de munição para sistemas de artilharia de 155mm e Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS) que se mostraram tão eficazes no campo de batalha, além de equipamentos de remoção de minas e equipamentos de suporte de comunicação segura.

No início desta semana, o governo Biden anunciou o 32º pacote de assistência de segurança para a Ucrânia sob a Autoridade de Saque Presidencial (PDA, na sigla em inglês), o que inclui recursos críticos, como radares de vigilância aérea para aprimorar as defesas aéreas da Ucrânia e armas antitanque Javelin que a Ucrânia usou para se defender no campo de batalha. Esse pacote PDA utilizará os estoques existentes dos EUA para ajudar a Ucrânia a atender às suas necessidades imediatas no campo de batalha, enquanto o pacote USAI de hoje faz parte do compromisso dos EUA de apoiar as forças armadas da Ucrânia agora e a longo prazo.

Fornecendo o apoio econômico necessário: nesta semana, os Estados Unidos começaram a desembolsar US$ 9,9 bilhões em financiamento, graças ao apoio bipartidário do Congresso, para ajudar a Ucrânia a atender às necessidades críticas de seus cidadãos, incluindo saúde, educação e serviços de emergência. Este apoio orçamentário será desembolsado através do mecanismo PEACE (Despesas Públicas para Sustentação da Capacidade Administrativa), do Banco Mundial, através de um sistema de reembolso, uma vez verificadas as despesas. A assistência econômica contínua dos EUA ajudou a reunir outros doadores internacionais, incluindo compromissos de 2023 da Comissão Europeia, Japão, Canadá e Reino Unido, para fornecer à Ucrânia a assistência econômica necessária. O G7 aumentou seu compromisso de orçamento e apoio econômico à Ucrânia para US$ 39 bilhões em 2023. Hoje, os líderes do G7 pediram aos ministros das Finanças que continuem o envolvimento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Ucrânia para entregar um programa ambicioso até o fim de março de 2023 e continuar trabalhando em conjunto com o FMI, entre outros, para obter o apoio orçamentário necessário à Ucrânia durante e além de 2023.

Fortalecimento da infraestrutura energética da Ucrânia: como parte de nossos esforços para responder aos ataques da Rússia contra a infraestrutura energética crítica da Ucrânia, os Estados Unidos estão se preparando para entregar a terceira remessa do Departamento de Energia de equipamentos críticos da rede de transmissão elétrica para a Ucrânia até o início de março. A remessa incluirá vários geradores móveis para ajudar a fornecer energia de reserva. Esta entrega segue a recente provisão da USAID de uma usina de energia movida a gás natural móvel que pode gerar eletricidade suficiente para abastecer pelo menos 100.000 residências ucranianas.

Trabalhando com o Congresso, o governo Biden-Harris também planeja fornecer até US$ 250 milhões em assistência adicional de energia de emergência à Ucrânia para ajudar a Ucrânia a fortalecer ainda mais sua rede elétrica diante dos ataques da Rússia. Também planejamos fornecer até US$ 300 milhões em assistência energética de emergência para a Moldávia, em coordenação com o Congresso, para aumentar a geração de energia elétrica local, fornecer apoio fiscal e melhorar a interconectividade entre a Moldávia e a União Europeia.

Impondo custos econômicos à Rússia

Garantindo os principais compromissos do G7: os líderes do G7 estão se reunindo hoje para anunciar um novo conjunto de compromissos econômicos para responsabilizar a Rússia por sua guerra contra a Ucrânia. Para combater a tentativa da Rússia de contornar as medidas do G7 até o momento, os líderes apoiarão o estabelecimento de um Mecanismo de Coordenação de Aplicação, que será presidido pelos Estados Unidos no primeiro ano. Para garantir que a Rússia pague pela reconstrução de longo prazo da Ucrânia, os países do G7 continuarão mantendo os ativos soberanos da Rússia imobilizados até que haja uma resolução para o conflito que aborde a violação russa da soberania e integridade da Ucrânia. Novos compromissos sobre a imposição de medidas de pressão econômica contra os setores energético, extrativista, financeiro, de defesa e industrial da Rússia também serão endossados. Os Estados Unidos implementarão rapidamente esses compromissos adotando as ações abaixo.

Impondo extensas sanções à economia da Rússia: hoje, em coordenação com os parceiros e aliados do G7, os Departamentos do Tesouro e do Estado implementarão sanções abrangentes contra os principais setores geradores de receita, a fim de degradar ainda mais a economia da Rússia e diminuir sua capacidade de travar uma guerra contra a Ucrânia. Isso resultará na imposição de sanções a mais de 200 indivíduos e entidades, incluindo russos e de outros países na Europa, Ásia e Oriente Médio que estão apoiando o esforço de guerra da Rússia. Como parte deste anúncio, visaremos uma dúzia de instituições financeiras russas, em alinhamento com aliados e parceiros, assim como funcionários russos e autoridades procuradoras operando ilegitimamente na Ucrânia. Sancionaremos agentes adicionais ligados à indústria de defesa e tecnologia da Rússia, incluindo aqueles responsáveis por reabastecer os estoques russos de itens sancionados ou permitir a evasão de sanções russas. Também inclui o direcionamento das futuras capacidades energéticas da Rússia de uma maneira que não afete a produção atual para minimizar a interrupção do mercado. Os Estados Unidos também estão expandindo sua autoridade de sanções para o setor de metais e mineração da Rússia, sob medida para minimizar a perturbação do mercado.

Restringindo as exportações para a Rússia: hoje, o Departamento de Comércio tomará várias ações de controle de exportação, listando quase 90 empresas da Rússia e de outros países, inclusive da China, na Lista de Entidades que teriam se envolvido em evasão de sanções e atividades de preenchimento em apoio à Rússia setor de defesa. Essas listagens proibirão as empresas visadas de comprar itens, como semicondutores, fabricados nos EUA ou com determinada tecnologia ou software dos EUA no exterior. O comércio também agirá ao lado de parceiros e aliados do G7 para alinhar medidas sobre maquinário industrial, artigos de luxo e outros itens, além de emitir novas restrições para impedir que componentes encontrados em drones iranianos cheguem ao campo de batalha na Ucrânia.

Aumentando as tarifas sobre produtos russos: hoje, o presidente assinará medidas para aumentar as tarifas sobre certos produtos russos importados para os Estados Unidos, com base em esforços anteriores para retirar da Rússia seus privilégios comerciais internacionais. Essas medidas são projetadas para atingir as principais commodities russas, gerando receita para o Kremlin e reduzindo a dependência dos EUA da Rússia. Essas medidas são cuidadosamente calibradas para impor custos à Rússia e, ao mesmo tempo, minimizar os custos para os consumidores americanos. A ação de hoje resultará em aumento de tarifas sobre mais de 100 metais, minerais e produtos químicos russos no valor de aproximadamente US$ 2,8 bilhões para a Rússia. Também aumentará significativamente os custos do alumínio fundido ou moldado na Rússia para entrar no mercado dos EUA, a fim de combater os danos à indústria doméstica de alumínio, que está sendo pressionada pelos custos de energia como resultado da invasão da Rússia na Ucrânia.

Essas sanções, controles de exportação e tarifas fazem parte de nossos esforços contínuos para impor fortes custos econômicos adicionais à Rússia. Continuaremos trabalhando ao lado de nossos aliados e parceiros para utilizar todas as ferramentas econômicas disponíveis e interromper a capacidade da Rússia de travar sua guerra e degradar sua economia ao longo do tempo.

Responsabilizando a Rússia

O uso crescente de ferramentas de responsabilidade: na semana passada, a vice-presidente Harris anunciou na Conferência de Segurança de Munique que o Departamento de Estado determinou, após uma análise cuidadosa da lei e dos fatos disponíveis, que membros das forças russas e outras autoridades daquele país cometeram crimes contra a humanidade na Ucrânia. Os Estados Unidos e nossos parceiros estão empenhados em responsabilizar os responsáveis pelos ataques e atrocidades da Rússia contra o povo da Ucrânia – garantindo que os perpetradores, violadores dos direitos humanos e criminosos de guerra sejam levados à justiça. Continuaremos apoiando uma série de investigações sobre as atrocidades da Rússia, inclusive pelo Procurador-Geral da Ucrânia, através das Nações Unidas, das Missões de Peritos estabelecidas sob o “Mecanismo de Moscou” da OSCE e do Tribunal Penal Internacional, entre outros. A ajuda dos EUA está colaborando para o fortalecimento da capacidade das autoridades domésticas da Ucrânia de responsabilizar indivíduos por crimes de guerra e outras atrocidades e abusos.

Construindo apoio nas Nações Unidas: Nesta semana, os Estados Unidos trabalharam em estreita colaboração com aliados e parceiros para reunir 141 países de todos os cantos do mundo para apoiar uma resolução da Assembleia Geral da ONU que ressalta a necessidade de uma paz abrangente, justa e duradoura na Ucrânia — de acordo com os princípios de soberania e integridade territorial representados na Carta da ONU. Em uma Sessão Especial de Emergência em 22 e 23 de fevereiro, um número esmagador de Estados Membros expressou seu apoio contínuo à Ucrânia. E hoje, exatamente um ano desde o início da invasão brutal da Rússia, o secretário de Estado Blinken reafirmará nosso compromisso inabalável com a Ucrânia em uma reunião de nível ministerial do Conselho de Segurança da ONU sobre a “Manutenção da Paz e Segurança da Ucrânia”.


Veja o conteúdo original: https://www.whitehouse.gov/briefing-room/statements-releases/2023/02/24/fact-sheet-on-one-year-anniversary-of-russias-invasion-of-ukraine-biden-administration-announces-actions-to-support-ukraine-and-hold-russia-accountable/

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.

U.S. Department of State

The Lessons of 1989: Freedom and Our Future