Missão dos Estados Unidos nas Nações Unidas
Gabinete de Imprensa e Diplomacia Pública
19 de Maio de 2021

Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros Wang, obrigado por ter organizado a discussão de hoje. Permita-me que comece por agradecer ao Sr. Secretário-Geral pelas suas instruções, dar as boas-vindas ao Presidente Faki da UA e ao Sr. Administrador Steiner do PNUD, também pelas suas instruções.

Estou realmente entusiasmada por termos hoje uma conversa centrada voltada para a paz, a segurança e o apoio à recuperação pós-pandémica em África. Hoje, tal como o resto do mundo, África está confrontada com várias crises globais – incluindo a COVID-19 e as alterações climáticas – que demonstraram o quão interligados estamos. Os Estados Unidos acreditam que não são apenas os nossos desafios que nos ligam – também estão interligadas as nossas oportunidades. Vejamos a nossa recuperação da COVID-19. Este caminho será longo e será um grande desafio. Mas este momento também é uma prova que as melhores e mais fortes parcerias são construídas numa base de confiança, transparência, responsabilidade, e interesses partilhados.

As acções determinantes que muitos líderes africanos tomaram para enfrentar a pandemia de COVID-19 salvaram inúmeras vidas. Se não fossem os seus líderes, bem como o CDC de África assim como as infra-estruturas e conhecimentos especializados em matéria de saúde construídos ao longo das últimas décadas, os efeitos da pandemia poderiam ter sido muito piores. Estamos orgulhosos do papel que desempenhámos no apoio a esses esforços. Os Estados Unidos têm trabalhado conjuntamente com o CDC de África desde que este foi estabelecido em 2016. Juntos, dedicámos recursos significativos para prevenir, detectar e responder a surtos de doenças infecciosas no continente, criar um Centro de Operações de Emergência, e formar epidemiologistas e gestores de incidentes. Esta parceria resulta de mais de 20 anos de investimento dos EUA e de desenvolvimento de capacidades em segurança sanitária africana.

Actualmente, o continente africano está livre da poliomielite. O controlo da pandemia de VIH/SIDA está, em alguns países, à vista. As taxas de mortalidade de crianças com menos de cinco anos estão em queda. E os surtos de Ébola têm sido contidos. Estamos orgulhosos de que o nosso trabalho conjunto tenha salvo a vida de milhões de pessoas, e ajudado a construir as infra-estruturas para que os africanos possam enfrentar futuras ameaças à saúde como a COVID-19.

Em resposta a esta pandemia actual, os Estados Unidos disponibilizaram mais de 570 milhões de dólares em apoio económico, humanitário e em assistência sanitária. E na segunda-feira, o Presidente Biden anunciou que uma doação de 80 milhões de vacinas COVID-19 será feita até ao final de Junho. Trabalharemos com a COVAX e com outros parceiros para assegurar que a sua entrega e distribuição seja equitativa e com critérios científicos. Eles irão nos lugares com maior necessidade. E, a propósito, não haverá qualquer condição imposta.

Para além da COVID-19, as alterações climáticas continuaram a crescer sendo uma força desestabilizadora, tendo um impacto desproporcional em países e comunidades por toda a África. Os Estados Unidos estão a fazer o que lhes compete para estabelecer objectivos agressivos para combater as alterações climáticas, que são uma fonte de conflito e insegurança alimentar em inúmeros locais do continente. Podemos e devemos trabalhar em conjunto para reduzir os conflitos ambientais, nomeadamente os conflitos locais entre agricultores e pastores, e as disputas transfronteiriças em torno da água.

A recuperação económica será uma parte fundamental para a recuperação mais vasta de África face à pandemia. Antes da COVID-19, algumas das economias africanas eram das que mais rapidamente cresceram no mundo. Juntos, vamos reconstruí-las melhor – com um crescimento mais equitativo, mais diversidade, com práticas mais baseadas no mercado, transparentes, com um especial ênfase para um futuro mais inteligente do ponto de vista climático. Para esse fim, os Estados Unidos apoiam a Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida oriundo do Clube de Paris-G20 e o Quadro Comum para o Tratamento da Dívida – ambos os quais incluem requisitos de transparência da dívida. Saudamos os esforços de financiamento do Banco Mundial e do FMI, e apoiaremos directamente o desenvolvimento de um plano para uma atribuição de direitos especiais de saque do FMI no valor de 650 mil milhões de dólares. Estes investimentos irão revitalizar muitas das economias africanas – que todos nós sabemos estarem preparadas para o progresso.

Finalmente, os Estados Unidos continuam a acreditar que a democracia é a forma mais poderosa de prevenir todas as formas de conflito. Se as pessoas tiverem uma voz e um voto, é menos provável que recorram à violência. É por isso que, em toda a África, apoiamos a democracia e os valores democráticos, responsabilizando os governos, dando maior poder às pessoas – em termos económicos, educativos e políticos – especialmente às mulheres e jovens mulheres. Vemos constantemente que a igualdade de género reduz a pobreza, aumenta o acesso à educação, melhora o acesso à saúde, fomenta a democracia, e impulsiona o crescimento económico.

Em termos mais gerais, temos trabalhado para expandir parcerias em toda a África, construídas tendo uma base de confiança, transparência, responsabilidade e campos de oportunidades mútuas. Desde programas populares como o Corpo da Paz, iniciado nos anos 60, até à redeYALI, iniciada em 2010, continuamos enquanto nação a privilegiar as relações interpessoais. Neste caso, o extraordinário sucesso da diáspora africana contribui e melhora essas relações. Também programas tais como a Iniciativa Presidencial contra a Malária, o PEPFAR, e o Millennium Challenge Corporation baseiam-se nessas parcerias. Juntos, colaboramos em programas em todo o continente que capacitam os africanos e fortalecem as sociedades – através da boa governação, instituições democráticas fortes, e transparência.

Este último ponto é importante. Com toda a nossa ajuda, acreditamos que os nossos parceiros devem saber para onde ela vai, o que entrega, e quem beneficia. É essa a nossa forma de abordagem. E gostaria de concluir dizendo: Os desafios que a África enfrenta são grandes. Mas a promessa de África é bem maior. E estamos determinados em trabalhar em conjunto, como parceiros, para dar ímpeto a essa promessa.

Obrigado, Sr. Presidente.


Veja o conteúdo original: https://usun.usmission.gov/remarks-at-a-un-security-council-open-debate-on-addressing-root-causes-of-conflict-while-promoting-post-pandemic-recovery-in-africa/

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.

U.S. Department of State

The Lessons of 1989: Freedom and Our Future