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Casa Branca
Gabinete da Vice-Presidência
4 de maio de 2021

Auditório do Átrio Sul
Edifício do Escritório Executivo Eisenhower

09h40 (horário de verão da Costa Leste dos EUA)

VICE-PRESIDENTE: Bom Dia. Bom Dia. É realmente uma honra estar com vocês hoje. E obrigada, Andrés Gluski, Susan Segal e Eric Farnsworth pela liderança de vocês.

A adesão ao Conselho das Américas inclui muitos líderes que estão verdadeiramente comprometidos com o fortalecimento das economias e das democracias em todo o Continente Americano. E estou muito feliz em me juntar a vocês hoje.

Na semana passada, o presidente Joe Biden e eu chegamos ao centésimo dia de nosso governo. Nesse período, informamos ao mundo — e o presidente foi muito claro sobre isso — que os Estados Unidos estão de volta.

Voltamos a aderir ao Acordo de Paris. Estamos encerrando a guerra mais longa de nossa nação. Estamos reconstruindo nossas alianças e engajando parceiros em todo o mundo. E estamos revitalizando nossas relações em todo o Continente Americano, desde as regiões mais meridionais da América do Sul até as regiões mais setentrionais do Canadá e em todos os lugares restantes.

O Continente Americano é nosso lar. E, por ser nosso lar, por causa das pessoas que vivem nele são nossos vizinhos, é imperativo que promovamos a democracia e a boa governança, a segurança e a prosperidade na região.

Também é importante que construamos relações em todo o Continente baseadas na dignidade e na diplomacia — relações que sejam francas e colaborativas.

A força dos Estados Unidos da América depende da força de todo o Continente Americano. De muitas maneiras, nossos destinos estão interligados. Isso é especialmente verdadeiro na América Latina, um de nossos parceiros comerciais de crescimento mais rápido.

De fato, nossa relação com a América Latina é maior do que o comércio. E nossa relação é incrivelmente complexa e às vezes incrivelmente complicada. Hoje, quero deixar claro que nosso governo acredita firmemente no potencial da região e no poder das pessoas da região.

Os latino-americanos estão moldando seu próprio futuro. Eles estão escrevendo sua própria história. Eles têm a caneta na mão. A meu ver, nosso papel é ler essas palavras, absorvê-las e ajudar como pudermos, enquanto a América Latina escreve seu próximo capítulo. Dito de outra forma: os Estados Unidos estão empenhados em apoiar a visão das pessoas da região em sua necessidade por ajuda emergencial, na esperança de oportunidades, em seus apelos por justiça.

Oito anos atrás, o presidente Joe Biden discursou nesta conferência. À época, na condição de vice-presidente, ele liderou os esforços diplomáticos de nossa nação no âmbito do Triângulo Norte e com o México. Recentemente, ele me pediu para assumir a liderança. Essa é uma prioridade para nossa nação e um papel que levo muito a sério.

Todos conhecemos bem a situação atual. Os cidadãos de El Salvador, Guatemala e Honduras estão deixando seus países em índices alarmantes. Mas há uma verdade fundamental por trás dessa manchete: as pessoas da região não querem deixar seu país. Elas não querem deixar as comunidades que conheceram durante toda a vida — a igreja que frequentam todos os domingos, o parque para onde levam seus filhos, seus amigos, sua família, sua comunidade.

Eu acredito que elas partem apenas quando acreditam que devem. E estou pensando em pessoas cujas casas foram destruídas por furacões. Pessoas que são pais de filhos que foram ameaçados por cartéis de drogas. Pessoas que têm filhas que foram alvo de traficantes de seres humanos. Pessoas que não têm o suficiente para comer. Pessoas que estão sem trabalho. Pessoas que perderam a esperança.

E é por isso que elas saem de seu país e vêm para os Estados Unidos. Elas estão sofrendo. Elas estão com dor. Muitas estão passando por uma angústia inimaginável.

Portanto, queremos ajudar. Nosso governo quer ajudar. Queremos retomar o tipo de trabalho que o presidente Joe Biden iniciou quando era vice-presidente. Queremos ajudar as pessoas a encontrarem esperança em seu país. E, por isso, estamos focados em abordar os fatores graves e as causas profundas da migração. Acredito que essa é uma distinção importante. Devemos nos concentrar em ambos.

Primeiro, os fatores graves — as catástrofes que estão fazendo com que as pessoas partam agora; os furacões, a pandemia, a seca e a extrema insegurança alimentar.

E, então, há os problemas de longa data — as causas básicas — e estou pensando em corrupção, violência e pobreza; a falta de oportunidade econômica; a falta de adaptação e resiliência ao clima; a falta de boa governança.

Só neste final de semana, soubemos que o Parlamento salvadorenho agiu para minar o mais alto tribunal do país. Um Judiciário independente é fundamental para uma democracia saudável e uma economia forte.

Nessa frente, em cada frente, devemos responder.

Há muito trabalho a ser feito para combater a violência no Triângulo Norte — a violência contra afrodescendentes, a violência contra povos indígenas, a violência contra pessoas LGBTQ, a violência contra jovens, a violência contra mulheres.

E passei grande parte da minha carreira defendendo sobreviventes de agressão sexual e violência doméstica. E já lutei pela igualdade e pela segurança de cada grupo que acabei de citar. E acredito, como sei que todos vocês acreditam, que devemos defender os direitos humanos básicos de todas as pessoas. E quando esses direitos forem violados, direi novamente, devemos responder.

Em El Salvador, em face da violência, devemos nos concentrar nas áreas de alta criminalidade e proporcionar aos jovens alternativas ao recrutamento para integrar gangues.

Em Honduras, na esteira dos furacões, devemos entregar alimentos, abrigo, água e saneamento para as pessoas.

E na Guatemala, como os agricultores enfrentam secas contínuas, devemos trabalhar com eles a fim de plantar safras resistentes à seca. Devemos também ajudá-los e ajudar as mulheres agricultoras a aumentar suas colheitas.

Esse trabalho faz a diferença. No entanto, não importa o quanto nos esforcemos — em conter a violência, em prestar ajuda emergencial em caso de desastres, em combater a insegurança alimentar, em quaisquer desses — não faremos avanços significativos se a corrupção persistir na região.

Se a corrupção persistir, a história nos diz, será um passo para frente e dois para trás. E sabemos que a corrupção faz com que as instituições governamentais entrem em colapso internamente, impedindo as pessoas de educar seus filhos, de abrir um negócio, de obter um julgamento justo.

No Triângulo Norte, também sabemos que a corrupção nos impede de criar as condições in situ que conduzam à melhor forma de atrair investimentos. E em todo o mundo, sabemos que a corrupção inibe a prosperidade compartilhada. Na verdade, o custo global da corrupção chega a 5% do PIB mundial —cinco por cento.

O trabalho do combate à corrupção ao combate às mudanças climáticas não será fácil, e não é novo, e não poderia ser mais importante. E exigirá [o empenho de] todos nós — todos nós. Os Estados Unidos não podem fazer isso sozinhos. Com todos nós reunidos aqui hoje, estou muito esperançosa sobre o que podemos realizar juntos.

Nosso governo está implementando uma estratégia abrangente com governos e instituições internacionais, o setor privado, fundações e organizações comunitárias. A ideia aqui é que nosso trabalho seja coordenado e que cada setor tenha um papel a cumprir.

Em primeiro lugar, os governos regionais. Os governos da região podem enfrentar a corrupção, desenvolver suas comunidades e fornecer proteção e segurança para seus cidadãos.

Por exemplo, na semana passada, tive uma reunião bilateral com o presidente da Guatemala e concordamos em fortalecer a cooperação a fim de acabar com [a atuação de] traficantes e contrabandistas de pessoas. Em apenas alguns dias, vou me encontrar virtualmente com o presidente do México. E daqui a um mês, visitarei os dois países.

Em segundo lugar, há um papel para governos fora da região e de instituições internacionais. A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas está trabalhando dentro da ONU com o intuito de apoiar seu plano de resposta humanitária.

Também conversei com líderes mundiais do Canadá, da Finlândia, da Irlanda, do Japão sobre a parceria conosco para ajudar o Triângulo do Norte.

E de nossa parte, os Estados Unidos anunciaram que enviaremos US$ 310 milhões adicionais para a região. Departamentos e agências em todo o nosso governo federal estão se juntando a esse esforço. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos está planejando uma missão comercial virtual. Nosso Departamento de Agricultura está aumentando a assistência alimentar. A Usaid implantou uma Equipe de Assistência a Desastres.

E como disse aos nossos secretários de Gabinete, devemos ser ambiciosos e deliberados. Também devemos ser proativos, não apenas no Triângulo Norte, mas em toda a América Latina.

Em terceiro lugar, devemos pensar além do governo. Tenho falado com líderes de fundações que vêm enviando apoio à região há muito tempo e agora estão preparados para fazer mais. Também tenho feito contato com várias empresas nos Estados Unidos e líderes empresariais nos Estados Unidos sobre seu interesse em investir na região, e sobre as barreiras que podem estar em seu caminho. Os investimentos do setor privado podem criar empregos e acelerar o progresso.

Enquanto isso, organizações comunitárias podem nos ajudar a implementar uma abordagem baseada no local, visando as comunidades mais atingidas. As organizações comunitárias também nos ajudarão a restaurar a esperança.

Na terça-feira passada, tive uma reunião virtual com um grupo de líderes comunitários de longa data na Guatemala. Eles falaram sobre o trabalho que têm feito para alimentar as pessoas, abrigar as pessoas, encontrar empregos para as pessoas, ao mesmo tempo em que enfrentam uma corrupção implacável. É um trabalho árduo e difícil que eles fazem. E estão 100% comprometidos com isso. E eles comprometeram suas vidas a esse esforço. Eles estão empenhados em construir uma vida melhor para todas as pessoas a quem servem.

E quando me reuni com esses líderes, me lembrei não apenas dos problemas da região, mas também de seu potencial — seu potencial para se recuperar, seu potencial para reconstruir, seu potencial para escrever o próximo capítulo.

É com esse espírito que os Estados Unidos continuarão essa obra, sabendo que somos vizinhos, sabendo que nossas forças dependem de uns dos outros e que nossa esperança cresce juntos.

Obrigada. E que Deus os abençoe. Obrigada.

FIM        09h53 (horário de verão da Costa Leste dos EUA)


Veja o conteúdo original: https://www.whitehouse.gov/briefing-room/speeches-remarks/2021/05/04/remarks-by-vice-president-harris-at-the-virtual-washington-conference-on-the-americas/

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.

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The Lessons of 1989: Freedom and Our Future