Departamento de Estado dos EUA 
Antony J. Blinken, Secretário de Estado 
Pronunciamento 
Creta, Grécia 
6 de janeiro de 2024 

SECRETÁRIO BLINKEN: Boa noite a todos. Então, creio que tivemos um dia muito produtivo de reuniões, tanto na Turquia quanto aqui na Grécia, com nossos aliados e parceiros turcos e gregos. Falamos sobre a nossa Aliança na Otan, a enorme solidariedade que temos e continuaremos tendo no apoio à Ucrânia contra a agressão russa. Falamos um pouco sobre os passos de preparação para a Cúpula da Otan, que será realizada em Washington no início do terceiro trimestre. E também nos concentramos no que os dois países fizeram, através da liderança do presidente Erdogan e do primeiro-ministro Mitsotakis, visando aproximar a Grécia e a Turquia, incluindo a Cúpula que estes dois líderes tiveram no mês passado.  

Na Turquia, também nos concentramos extensivamente naquilo que a Turquia pode fazer, usando sua influência, seus laços, a fim de ajudar a impedir a propagação do conflito no Oriente Médio. E também falamos sobre o papel que a Turquia pode desempenhar tanto depois de tudo para Gaza em termos de questões desafiadoras de governança, de uma governança liderada pelos palestinos, de segurança e reconstrução, quanto em relação ao trabalho que o país pode fazer com outros para tentar construir paz e segurança mais firmes e duradouras na região. Na — claro, na Turquia também falamos sobre os passos finais do processo de ratificação da adesão da Suécia à Otan nas próximas semanas.    

Na Grécia, aqui na Baía de Souda, em primeiro lugar quero apenas expressar meu apreço ao primeiro-ministro Mitsotakis por nos receber em sua casa. Isso foi muito, muito significativo. A Grécia, os Estados Unidos — faço isto há 30 anos. Não consigo pensar em um momento em que a parceria, a amizade entre nossos países tenha sido mais forte. E vemos isso se manifestando de todas as maneiras, todos os dias.  

Uma das maneiras de manifestação neste momento é a participação da Grécia na Operação Guardião da Prosperidade para tentar garantir que tenhamos liberdade de navegação e liberdade de comércio no Mar Vermelho, liberdade que tem sido desafiada quase diariamente pelos houthis. E a Grécia está desempenhando um papel vital nisso, juntamente com muitos outros países. E tivemos discussões sobre isso, assim como sobre o trabalho notável que está sendo feito aqui na Baía de Souda a fim de garantir que continuemos tendo uma plataforma forte para, se necessário, impedir agressão em todo o mundo.   

Partindo — estamos partindo da Grécia esta noite. Agora estamos voltando para o Oriente Médio. Esta é a quarta vez desde 7 de outubro que estarei na região, e estaremos lá no que continua sendo um momento incrivelmente difícil para a região, na sequência do ataque de 7 de outubro a Israel.  

Como temos dito desde o primeiro dia, temos um foco intenso em evitar que este conflito se espalhe, e uma grande parte das conversas que teremos nos próximos dias com todos nossos aliados e parceiros é olhar para os passos que eles podem assumir, usando a influência e os laços que têm, visando fazer exatamente isso, garantir que este conflito não se espalhe.  

Em segundo lugar, analisaremos o que podemos fazer para maximizar a proteção de civis, maximizar a assistência humanitária que chega até eles e também para retirar os reféns de Gaza. A situação de homens, mulheres e crianças em Gaza continua terrível. Um número demasiado de palestinos foi morto, especialmente crianças. Muitos continuam enfrentando desafios extremos em termos de acesso a alimentos, água, medicamentos, bens essenciais para a vida. Portanto, é imperativo que haja um aumento substancial e sustentado na assistência que chega até eles, assim como na proteção de civis em geral.  

Em terceiro lugar, nos concentraremos nos passos que faltam a fim de garantir que o que aconteceu em 7 de outubro nunca mais se repita e que sigamos no caminho rumo a um futuro sustentável, pacífico e seguro para todos. Isso começa com o trabalho que será necessário na própria Faixa de Gaza para reconstruir, ter segurança, ter uma governança liderada por palestinos, e passa pelo caminho mais longo, um caminho mais amplo, em direção a uma paz e segurança duradouras tanto para israelenses quanto para palestinos, o que para nós, como tem acontecido desde o primeiro dia deste governo, tem de incluir a concretização dos direitos políticos palestinos e, nomeadamente, um Estado palestino com segurança garantida para Israel.  

Falaremos sobre o que os Estados Unidos podem fazer e farão em todas essas áreas visando promover avanços tanto no que precisa acontecer em Gaza como, de forma mais ampla, no que tem de acontecer para construir uma paz e segurança duradouras. Também falaremos sobre o que todos nossos aliados e parceiros podem fazer. O que eles estão preparados para fazer a fim de ajudar nesse processo?  

Essas não são, necessariamente, conversas fáceis. Há perspectivas diferentes, necessidades diferentes, requisitos diferentes. Mas é vital que nos empenhemos nessa diplomacia agora, tanto para o futuro de Gaza como para o futuro dos israelenses e palestinos, e da região como um todo. Há claramente um forte desejo entre a maioria das pessoas na região de um futuro que seja de paz, de segurança, de menos conflitos, de integração dos países, e esse é um caminho. Esse é um futuro. O outro futuro é um ciclo interminável de violência, uma repetição de eventos terríveis que temos visto e uma vida de insegurança e conflito para as pessoas na região, que é o que praticamente ninguém quer.  

Portanto, o trabalho que precisa ser feito para seguir por esse primeiro caminho, os passos que precisam ser dados, os compromissos que os países precisam assumir — é disso que falaremos nos próximos dias.


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/secretary-antony-j-blinken-remarks-to-the-press-19/  

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.

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The Lessons of 1989: Freedom and Our Future