Pronunciamento
Antony J. Blinken, secretário de Estado
Anexo Diwan
Doha, Qatar
6 de fevereiro de 2024

SECRETÁRIO BLINKEN:  Bem, boa noite a todos.  E primeiro-ministro, Mohammed, obrigado.  Obrigado pelas discussões, como sempre, muito produtivas que tivemos hoje, esta noite, com o emir e também com o primeiro-ministro.  

Temos tido um envolvimento constante nos níveis mais altos de nossos respectivos governos por muitas e muitas semanas — meses — com um foco intenso em garantir a libertação dos reféns e conseguir uma pausa prolongada para ajudar a resolver a terrível situação humanitária em Gaza.  E vimos os resultados da última pausa — a pausa inicial: 105 reféns libertados, um aumento significativo na entrada de assistência humanitária, o reparo da infraestrutura essencial em Gaza e, de forma mais ampla, a redução das tensões regionais ao mesmo tempo.  

Assim, juntamente com o Qatar e o Egito, apresentamos, como vocês sabem, uma proposta séria que visava não apenas repetir o acordo anterior, mas expandi-lo.  Como o primeiro-ministro acabou de dizer, o Hamas respondeu esta noite.  Estamos analisando essa resposta agora, e a discutirei com o governo de Israel amanhã.  Ainda há muito trabalho a ser feito, mas continuamos a acreditar que um acordo é possível e, de fato, essencial.  E continuaremos a trabalhar incansavelmente para alcançá-lo.

Já tivemos reuniões nesta viagem em Riad, no Cairo, agora hoje em Doha, focadas em garantir também que possamos aproveitar qualquer pausa a fim de continuar a construir planos para o dia seguinte em Gaza — segurança, ações humanitárias, reconstrução, governança — todos trazendo consigo desafios reais, mas é exatamente por isso que que estamos nos concentrando e precisamos nos concentrar neles agora. Estamos também determinados a aproveitar qualquer pausa para continuar a abrir um caminho diplomático rumo a uma paz e segurança justas e duradouras para a região. Essa é a melhor forma — a melhor forma de garantir que o 7 de Outubro e a trágica perda de vidas de israelenses e palestinos não se repitam.

Quando estive pela última vez na região, há algumas semanas, disse então que existe um caminho muito poderoso que podemos ver diante de nós para realmente chegarmos a uma paz e segurança duradouras, e que está ficando cada vez mais em evidência: uma Israel que seja integrada na região com garantias de segurança de seus vizinhos e parceiros, juntamente com um caminho prático, limitado no tempo e irreversível para um Estado palestino que viva lado a lado em paz com Israel, com as disposições de segurança necessárias para ambos os povos.

Nesta visita, um de nossos principais objetivos tem sido continuar definindo a substância e a sequência de todos os passos que serão necessários para nos permitir avançar nesse caminho. Pois bem, esse é um caminho. É claro – e podemos ver que nos leva a um destino que beneficiará praticamente todas as pessoas na região e, como disse, trará paz e segurança duradouras tanto para israelenses como para palestinos.

Mas há aqueles que querem levar a região rumo a uma direção diferente e seguir um caminho diferente e que estão trabalhando ativamente para sabotar todos os esforços a fim de avançar no sentido de uma paz e segurança duradouras. Basta olhar para o que vimos nos últimos meses e, na verdade, nas últimas semanas. Ataques na Síria e no Iraque, ataques a Israel a partir do Líbano, ataques a navios internacionais no Mar Vermelho, ataques na Jordânia que mataram três militares dos EUA e, claro, o ataque a Israel em 7 de outubro. Todos e cada um deles levados a cabo por grupos treinados, armados, financiados e formados pelo Irã.

O Irã e seus mandatários afirmam que estão realizando esses ataques de alguma forma em nome do povo palestino. Isso é absolutamente errado e é um disfarce para sua verdadeira intenção. Nenhum desses ataques tem promovido direitos, oportunidades, segurança e dignidade de palestinos. Todos têm a ver fundamentalmente com a busca de poder pelo Irã.

Desde 7 de outubro, temos sido muito claros ao alertar qualquer ator que tente tirar vantagem do conflito: não façam isso. Fomos muito claros que não queremos ver o conflito se expandir, não queremos ver uma escalada; mas também deixamos claro que se nosso pessoal, se nosso povo for ameaçado, se for atacado, reagiremos. Nós os defenderemos.

Estamos respondendo à violência, e não a iniciando. Estamos tentando evitar a escalada, e não alimentá-la. E ao fazermos isso, continuaremos usando todas as ferramentas disponíveis visando alcançar uma pausa prolongada que liberte os reféns, que obtenha mais assistência, que leve calma aos civis de Gaza e que mantenha a diplomacia avançando rumo a uma região integrada e mais segura.

Nesses esforços, temos muita sorte de ter o Qatar como parceiro. Obrigado.


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/secretary-antony-j-blinken-and-qatari-prime-minister-and-minister-of-foreign-affairs-mohammed-bin-abdulrahman-al-thani-at-a-joint-press-availability-2/

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial. 

U.S. Department of State

The Lessons of 1989: Freedom and Our Future