Departamento de Estado dos EUA
Escritório do Porta-Voz
6 de julho de 2023
Para divulgação imediata

Trechos do pronunciamento do secretário Antony J. Blinken e o presidente da Guiana, Irfaan Ali, em uma conferência de imprensa conjunta

Pavilhão do Palácio do Governo
Georgetown, Guiana

SECRETÁRIO BLINKEN: Muito obrigado. Obrigado, Sr. presidente, e a todos, boa tarde. Sr. presidente, ministro das Relações Exteriores Todd, todos os nossos colegas: obrigado por nos receber e por me receber em minha primeira visita à Terra de Muitas Águas. Como nação caribenha, os Estados Unidos estão totalmente comprometidos em construir uma região mais próspera, mais segura e mais sustentável.

Valorizamos muito a liderança das nações caribenhas em nossas prioridades compartilhadas, e o presidente se referiu a várias delas: o fortalecimento da democracia nas Américas, o enfrentamento da crise climática global, a criação de oportunidades econômicas ainda maiores e mais inclusivas para nossos povos.

Esta viagem à região se baseia no mais significativo e — isso ajudará? Tudo bem, que tal? Isso funciona? Não, tente de novo. Vamos ver. Desculpas. Bem, vocês podem descontar tudo o que acabei de dizer. [Risos.]

Minha viagem à região se baseia no que tem sido o compromisso mais significativo e mais duradouro em décadas entre os Estados Unidos e o Caribe. Nossos líderes se reuniram nos mais altos escalões, desde o presidente Biden e a vice-presidente, Kamala Harris, até a base. Por meio dos três comitês de ação entre EUA-Caribe que estabelecemos na Cúpula das Américas no ano passado, criamos parcerias visando melhorar a vida de pessoas em toda a região — abordando segurança energética, segurança alimentar e acesso a financiamento. Estamos empenhados em abrir dois novos postos diplomáticos no Caribe.

Ontem, em Trinidad, nos juntamos aos líderes da Caricom, incluindo o presidente Ali e o ministro das Relações Exteriores Todd, com o intuito de comemorar o cinquentenário da fundação dessa organização. A Caricom tem sido uma força poderosa para melhorar a vida das pessoas em todo o Caribe. Na reunião ministerial, concordamos em fortalecer a cooperação a fim de enfrentar as mudanças climáticas, a fome, a crise atual no Haiti, entre outras prioridades compartilhadas. A grande delegação do Congresso que nos acompanhou, chefiada pelo líder Hakeem Jeffries, ressalta o compromisso bipartidário dos Estados Unidos de fortalecer e aprofundar ainda mais nossos laços.

Hoje cedo, em Trinidad e Tobago, eu me reuni com o primeiro-ministro, Keith Rowley. Discutimos como podemos melhorar nossa própria cooperação em uma variedade de questões, incluindo segurança energética e redução da violência armada. E agora mesmo, com o presidente Ali, com o chanceler Todd, com muitos de nossos colegas do governo aqui na Guiana, tivemos discussões muito produtivas sobre todo o escopo do que já é uma relação bilateral muito forte entre nossos países, com base em conversas que o presidente e eu tivemos em Washington no ano passado.

Os Estados Unidos apreciam o papel cada vez mais significativo que a Guiana está desempenhando na abordagem de questões regionais e, na verdade, globais: líder na Comissão Interamericana de Direitos Humanos; e, claro, a partir de janeiro, um dos novos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Entre as muitas questões que abordamos hoje, a segurança energética e a adaptação climática estiveram no centro das atenções. Cada temporada de furacões é um lembrete muito forte de que as nações caribenhas estão na linha de frente da crise climática. Essa é uma das principais razões pelas quais os Estados Unidos apoiam fortemente a reforma dos bancos multilaterais de desenvolvimento a fim de lidar melhor com os custos desproporcionais do clima para os povos do Caribe. Ao mesmo tempo, por meio de esforços como a Parceria EUA-Caribe 2030 para Enfrentar a Crise Climática, estamos desenvolvendo resiliência e apoiando uma transição para energia limpa.

Pois bem, a Guiana será em breve o país com maior produção per capita de petróleo do mundo, mas também é líder em conservação florestal, demonstrando que é possível priorizar a mitigação climática e a proteção ambiental enquanto usa recursos de combustíveis fósseis de forma responsável. Oitenta e seis por cento do território da Guiana é coberto por florestas, tornando-se um sumidouro global natural de carbono.

O governo concluiu recentemente um acordo histórico para vender US$ 750 milhões em créditos de carbono certificados internacionalmente para a Hess Corporation na próxima década, e o governo está comprometido em reinvestir pelo menos 15% desses fundos nas comunidades indígenas do país.

Nosso próprio Banco de Exportação e Importação está trabalhando em estreita colaboração com o governo da Guiana em um grande projeto de conversão de gás em energia que reduzirá as emissões em 50%. Empresas americanas podem trazer experiência incomparável, altos padrões trabalhistas e ambientais, e transparência para ajudar a impulsionar o crescimento dinâmico da Guiana, promover a segurança energética regional e oferecer benefícios tangíveis a todo o povo da Guiana.

Como o presidente mencionou, a segurança alimentar é outra prioridade crucial para nós dois. Temos a crise climática, tivemos a Covid, tivemos conflitos — incluindo a agressão russa contra a Ucrânia — formando uma tempestade quase perfeita, tudo contribuindo para os mais altos preços de alimentos no Caribe em uma geração. Somos gratos à Guiana por copresidir o Comitê de Ação de Alto Nível entre EUA-Caribe sobre Segurança Alimentar, onde o país está liderando esforços visando expandir o acesso de pequenos agricultores à tecnologia, reduzindo as barreiras ao comércio e reduzindo as barreiras ao transporte.

Fornecemos cerca de US$ 28 milhões em assistência alimentar emergencial no ano passado. Estamos investindo mais recursos na capacidade local para que, em última análise, os países da região possam construir sua própria capacidade de produção sustentável. Como celeiro do Caribe, a Guiana continuará a ser uma parte crucial desse esforço.

A Guiana também é um importante parceiro de segurança regional. Agradecemos à Guiana por sediar o próximo exercício Tradewinds do SouthCom. Este é, creio eu, o 39º ou 40º ano em que fazemos isso. Isso fortalecerá a capacidade do Caribe de combater organizações criminosas transnacionais e outras ameaças, e responder a desastres naturais. Nossas agências de aplicação da lei estão trabalhando juntas, cooperando para combater entorpecentes ilegais. Estamos ajudando a Guiana a treinar a polícia e reformar seu sistema de justiça a fim de melhorar a prestação de contas e a transparência, como vocês ouviram o presidente falar.

Também enfatizamos a necessidade de continuar a trabalhar juntos com o intuito de reduzir crimes violentos. Desde o lançamento da Iniciativa de Segurança da Bacia do Caribe em 2010, os Estados Unidos já investiram mais de US$ 830 milhões a fim de fortalecer a aplicação da lei, reduzir o tráfico ilícito e prevenir a delinquência juvenil. Estamos apoiando a nova​ Unidade de Inteligência contra o Crime com Armas da C​aricom em Port-of-Spain, que está melhorando o compartilhamento de informações, aprimorando o treinamento e ajudando a interromper o fluxo de armas de fogo ilegais. E ontem, nosso Departamento de Justiça anunciou um promotor experiente, Michael Ben’Ary, como nosso primeiro coordenador para Processos Penais relativos a Armas de Fogo no Caribe. Isso aprofundará nossa cooperação para levar os infratores à justiça.

Ao endossar a Declaração de Los Angeles juntamente com outros 20 países de nosso Hemisfério, a Guiana se comprometeu a promover uma migração segura, ordenada, humana e regular. E eles têm demonstrado esse compromisso ao fornecer assistência médica, educação e outros serviços a refugiados venezuelanos. Os Estados Unidos já contribuíram com cerca de US$ 4 milhões no ano passado a fim de ajudar a Guiana a lidar com esse desafio, e somos gratos ao povo da Guiana por sua compaixão e generosidade diante da crise em curso na Venezuela.

Essa gentileza para com os recém-chegados não é realmente surpreendente, considerando o quão central a imigração tem sido na história de tantas famílias neste país e em toda nossa região. Vemos isso em bairros dinâmicos como Little Guyana em minha cidade natal, Nova York, nas raízes familiares caribenhas de nossos políticos eleitos, incluindo a vice-presidente, Kamala Harris, e muitos membros de nosso Congresso, vários dos quais, como eu disse, estiveram conosco nesta visita, e sim, na música de Rihanna também. Sei que os laços entre nosso povo continuarão a crescer.

Então, Sr. presidente, é realmente um prazer estar aqui com você para continuar nosso diálogo constante, o trabalho que estamos fazendo junto com um de nossos parceiros mais próximos no Caribe em um momento de transformação tão profunda, mudança tão profunda, esperança tão profunda.

Com isso, Sr. presidente, passo a palavra de volta para você. [Aplausos.]


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/secretary-antony-j-blinken-and-guyana-president-irfaan-ali-at-a-joint-press-availability/

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.

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