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Departamento de Estado dos Estados Unidos
Gabinete do Porta-Voz
Pronunciamento
23 de setembro de 2021

Palace Hotel
Cidade de Nova York, Nova York

SECRETÁRIO BLINKEN:  Boa noite a todos. Então, tivemos o que acho que posso chamar, com precisão, de alguns dias bem ocupados aqui na Assembleia Geral da ONU.

E, de fato, esta semana marcou a primeira Assembleia Geral da ONU desde que o Presidente Biden assumiu o cargo, e acho que demonstrou a abordagem que os Estados Unidos, sob a liderança dele, estão adotando para se engajar com o resto do mundo.

Acreditamos que faz diferença quando os Estados Unidos comparecem, ouvem, conduzem; ganhamos uma plataforma única para reunir outras nações e enfrentar os grandes desafios do nosso tempo. Isso nos permite fortalecer as regras e instituições que têm ajudado a defender nossos valores e promover nossos interesses por muitos anos. E tudo isso, em última análise, é crucial e se resume a tentar cumprir o prometido para o povo americano, que é o princípio animador por trás de nossa política externa.

É particularmente importante estar presente quando alguns estão tentando mudar as regras e princípios centrais das Nações Unidas, aos quais todos os estados-membros se comprometeram, incluindo os países mais poderosos. Eles concordaram com o reconhecimento compartilhado de que isso serviria, em última análise, não apenas aos interesses da humanidade, mas aos seus próprios, e isso continua sendo verdade até hoje.

Eles também concordaram que o avanço dos direitos humanos e da dignidade era uma parte essencial dessa empreitada – e que esses direitos são universais – e não valores subjetivos que variam de uma sociedade para outra. E eles rejeitaram a afirmação que de vez em quando ouvimos de que a maneira como os governos tratam as pessoas dentro de suas fronteiras é problema deles.

Agora, isso não significa que, quando nos engajamos, sempre concordamos, especialmente em um fórum tão grande como o das Nações Unidas. Mas nos envolvemos porque reconhecemos que, como disse o Presidente Biden, há uma verdade fundamental no século 21 de que nosso próprio sucesso está ligado ao sucesso de outros também. Para cumprir o prometido ao nosso próprio povo – para enfrentar os desafios realmente globais do nosso tempo – simplesmente temos que trabalhar em conjunto com outros países.

É por isso que vocês viram os Estados Unidos fazendo um esforço tão determinado para revitalizar alianças e parcerias. Reafirmamos nosso compromisso inabalável com a OTAN e, em particular, com o Artigo 5, assim como nossa defesa de nossos Aliados no Leste Asiático. Estamos renovando, estamos ampliando, estamos aprofundando o envolvimento com a União Europeia e elevando a parceria Quad. Estamos nos envolvendo novamente com instituições regionais – da ASEAN à União Africana e à Organização dos Estados Americanos.

E, claro, estamos revitalizando nosso engajamento aqui na ONU. Voltamos à Organização Mundial da Saúde,retomamos o Acordo Climático de Paris, estamos buscando um assento no Conselho de Direitos Humanos, nos reengajamos com o Fundo de População da ONU, com o Grupo Central LGBTI da ONU.

Estamos determinados a estar à mesa, e estamos.

E é por isso que você viu nossa equipe se engajando no que o Presidente Biden chamou de “diplomacia incansável” esta semana. Acho que, até o fim do dia de hoje, terei me encontrado com mais de 60 países em grupos bilaterais, regionais ou multilaterais – incluindo o G20, o P5, ASEAN, o GCC, o C5, minhas contrapartes da América Central e do México.

E em todos esses compromissos diplomáticos desta semana, dois desafios se destacaram acima do resto.

O primeiro é a COVID-19.

Na cúpula que o Presidente convocou ontem, ele anunciou novos compromissos dos Estados Unidos para acabar com esta pandemia, incluindo a compra de meio bilhão de doses adicionais da vacina Pfizer. Isso eleva o número de doses seguras e eficazes que os Estados Unidos doarão para mais de 1,1 bilhão – e sem pedir nada em troca. Também estamos focados em fazer com que a comunidade internacional trabalhe junta em direção a três objetivos extremamente essenciais.

Primeiro, temos que vacinar bilhões de pessoas a mais e fazer isso o mais rapidamente possível – vacinando totalmente pelo menos 70% da população em todos os países, em todos os níveis de renda, até o fim do próximo ano, 2022.

Em segundo lugar, temos que tomar medidas ousadas agora para salvar vidas – desde a expansão do acesso a oxigênio e terapias para tratar os enfermos até o fechamento de enormes lacunas na capacidade de testagens.

E, terceiro, temos que reconstruir melhor quando se trata de segurança de saúde global – para acabar com esta pandemia e nos colocar em uma posição melhor para prevenir, detectar e derrotar a próxima.

Portanto, a mensagem que temos enviado é clara: não basta dizer que faremos melhor. Nossa saúde, nossas economias e nossa segurança exigem que cumpramos nossos compromissos e traçemos um caminho para acabar com esta pandemia de uma vez por todas.

E vamos aproveitar todas as oportunidades para avançar esse esforço, incluindo a próxima reunião do G20, nos responsabilizando e responsabilizando comunidade internacional por esses compromissos que estabelecemos na cúpula. E para ajudar a manter o ritmo, por instrução do Presidente, convocarei ministros das Relações Exteriores para uma reunião no COVID-19 antes do fim do ano. O próprio Presidente receberá chefes de estado – para falar sobre a pandemia no início – no início do próximo ano, 2022.

O segundo grande desafio é a crise climática. Faltam apenas algumas semanas para a COP26 e, se quisermos evitar consequências cataclísmicas e nos mantermos dentro do objetivo essencial de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius, todas as nações têm que comparecer com suas maiores ambições possíveis. E temos um longo caminho a percorrer.

Tive a oportunidade de participar esta manhã no Conselho de Segurança de uma sessão sobre clima e segurança, cujo foco é o reconhecimento do profundo impacto que esta crise climática está tendo sobre a paz e a segurança internacionais. No clima, assim como na pandemia, continuamos liderando pelo poder de nosso exemplo, como ficou evidente na promessa do Presidente Biden na Assembleia Geral de trabalhar com o Congresso para dobrar nosso financiamento público internacional para os países mais afetados pela mudança climática, para ajudá-los a criar resiliência e se adaptar,  reforçando níveis que o Presidente já havia dobrado em abril.

E, no entanto, quando se trata de pandemia e clima, a resposta internacional não é tão agressiva quanto deveria ser. E é isso que estamos tentando mudar e continuamos trabalhando duro para enfatizar aqui esta semana e nos dias e semanas seguintes.

Agora, alguns podem se sentir tentados a culpar as Nações Unidas e outros organismos multilaterais. Mas, como Richard Holbrooke disse uma vez, culpar a ONU pelos problemas do mundo é como culpar o Madison Square Garden quando os Knicks não estão jogando muito bem. Quando nos perguntamos se a comunidade internacional está à altura dos desafios do nosso tempo – seja a COVID, as mudanças climáticas ou os muitos outros desafios que discutimos aqui esta semana –, em última análise, temos que ver se governos como o nosso se posicionam e trazem outros com eles. É por isso que é tão importante para os Estados Unidos comparecer, se envolver e liderar.

Ao longo da semana, é claro que tivemos a oportunidade de nos envolver em muitas outras questões criticamente importantes: Líbia, Birmânia, o programa nuclear do Irã, Coréia do Norte, Síria, Etiópia, migração regional. A lista continua.

Aqui, é importante notar que a Semana de Alto Nível da ONU exige uma quantidade enorme de trabalho de cada parte do Departamento de Estado. Cada reunião, cada declaração, cada briefing requer planejamento, análise, execução, sem mencionar a estreita coordenação com outras partes do governo dos EUA envolvidas em cada esforço. E eu tenho que dizer, conforme concluímos minha própria participação aqui, que nossa equipe tem cumprido suas missões consistentemente, e eu sou grato a eles por isso. Portanto, gostaria apenas de agradecer a todos os membros de nossa equipe por tudo o que fizeram para tornar esta semana eficaz e por seus serviços aos nossos cidadãos todos os dias.

Antes de encerrar, gostaria de acrescentar algumas palavras em particular sobre o Afeganistão.

Este foi o foco das discussões no Conselho de Segurança na noite passada com o G20, e também em uma série de reuniões bilaterais e multilaterais. Nessas reuniões, enfatizamos como é fundamental que a comunidade internacional permaneça unida em sua abordagem. O Talibã continua buscando legitimidade e apoio internacional.

Nossa mensagem para a comunidade internacional é que qualquer legitimidade ou apoio que possa fluir para o Talibã depende de eles cumprirem os compromissos assumidos em áreas-chave, todos aprovados em uma recente resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Permitir que estrangeiros e afegãos viajem para fora do país, se desejarem.

Impedir que grupos terroristas usem o Afeganistão como base para operações externas que ameacem outros países.

Respeitar os direitos humanos básicos, especialmente das mulheres, das crianças, e de membros de grupos minoritários, além de não fazer represálias.

Permitir o acesso de assistência humanitária sem impedimentos.

E formar um governo genuinamente inclusivo que possa atender às necessidades básicas e refletir as aspirações do povo afegão.

Este não é um favor para a comunidade internacional. É um requisito básico para um Afeganistão estável e seguro. E, à medida que exigimos que o Talibã cumpra esses compromissos, continuamos trabalhando com outros governos, instituições financeiras e ONGs para facilitar o fluxo de ajuda humanitária aos afegãos cujas vidas dependem disso.

E, assim, enquanto a Semana de Alto Nível pode estar terminando, a diplomacia incansável de que o Presidente falou enquanto estava aqui na ONU, continua ao redor do mundo. E isso acontecerá todos os dias.

Um último ponto: tive a oportunidade de me encontrar hoje com a minha contraparte da França, Jean-Yves Le Drian. Estivemos em várias reuniões juntos esta semana – o P5, o G20, a reunião que ele organizou com as contrapartes da Alemanha e Itália na Líbia. Nossa reunião hoje seguiu a conversa de ontem entre o Presidente Biden e o Presidente Macron, onde eles concordaram que o anúncio de 15 de setembro teria se beneficiado de consultas abertas entre os aliados, e eles decidiram usar processos de consultas aprofundadas daqui para frente. Reconhecemos que isso exigirá tempo e trabalho árduo, e será demonstrado não apenas em palavras, mas em ações. E estou empenhado em trabalhar em estreita colaboração com o Ministro Le Drian neste esforço crucial.

A título pessoal, gostaria apenas de acrescentar que ele e eu somos amigos há muito tempo – é alguém por quem tenho grande, grande estima.

Com isso, fico feliz em responder suas perguntas.

SR. PRICE: Vamos começar com Kylie Atwood, da CNN.

PERGUNTA:  Oi.

SECRETÁRIO BLINKEN:  Olá, Kylie.

PERGUNTA:  Obrigada, Secretário, pela coletiva. Quero começar com uma pergunta sobre o Haiti. O enviado especial para o Haiti, Daniel Foote, renunciou esta manhã ou esta semana e classificou o governo Biden como “desumano… ao decidir deportar… refugiados haitianos” e disse que as políticas americanas são “profundamente falhas” para o Haiti. Gostaria de saber se vocês tiveram uma discussão com ele antes de aceitar a renúncia e se vocês consideram humano deportar migrantes haitianos, levando em consideração que as famílias que vêm para os EUA em busca de asilo deveriam ter uma base legal para permanecer aqui nos Estados Unidos.

E, então, tenho uma segunda pergunta, ampliando a primeira: há uma quantidade enorme de críticas ao tratamento do governo Biden recentemente em relação a várias questões de política externa – a retirada caótica do Afeganistão; este novo acordo de segurança entre a Austrália, os EUA e o Reino Unido que enfureceu os franceses; a crise de fronteira; os refugiados do Haiti; negociações atrofiadas sobre o Irã. Parece que o governo administrou mal muitas dessas questões. Qual é sua resposta essas críticas?

SECRETÁRIO BLINKEN: Obrigado, Kylie. Começando com o Haiti, primeiro gostaria de dizer o seguinte: quero agradecer a Dan Foote por seu serviço, seu serviço de longa data. E você já ouviu falar sobre as divergências que ele teve com o governo sobre a política do Haiti, mas devo dizer que aprecio a paixão que ele trouxe para a função, a paixão que ele trouxe para seu trabalho. E acho que realmente concordamos com a necessidade fundamental de apoiar o povo haitiano, de fortalecer a democracia do Haiti.

O fato é que houve várias conversas de alto nível sobre o Haiti, onde todas as propostas, incluindo aquelas apresentadas pelo Enviado Especial Foote, foram totalmente consideradas em um processo rigoroso e transparente. E, em última análise, o papel do Gabinete do Presidente, o papel de seus assessores, é oferecer o melhor conselho possível. Não ignoramos as ideias, ouvimos todas elas, consideramos. Mas temos um processo político que, em nosso caso, é muito inclusivo, mas foi criado para decidir quais ideias seriam eficazes para fazer avançar nossa agenda e, conforme necessário, o Presidente decide.

Nisso, inevitavelmente surgem desacordos. As pessoas trazem opiniões fortemente defendidas para quase todas as questões com as quais lidamos, e especialmente quando é uma questão que gera paixão verdadeira, como é o caso do Haiti. O nível de desespero entre os migrantes é algo que não ajuda, mas afeta muito todos nós. E então eu realmente entendo a paixão que vem atrelada a isso e entendo a paixão de Dan.

Mas é também por isso que, tanto em nível pessoal quanto institucional, estamos comprometidos em fazer tudo o que pudermos para apoiar o povo do Haiti agora e no futuro. Temos uma embaixadora extraordinária em Port-au-Prince, Michele Sison. Tenho a satisfação de dizer que temos um subsecretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental recém-confirmado, Brian Nichols, que viajará ao Haiti e, juntos, a Embaixadora Sison e o Subsecretário Adjunto Nichols conduzirão nossos esforços, juntamente com o notável trabalho realizado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e a Administradora Power e sua equipe.

Portanto, este é o foco principal de nossos esforços. Eu diria, além disso, e obviamente, gostaria de encaminhá-los para – eu os encaminharia para outros colegas, incluindo o Departamento de Segurança Interna, sobre algumas dessas questões – mas um dos desenvolvimentos muito infelizes que vimos é que, de várias maneiras e em vários lugares, algumas pessoas estão informando erroneamente os haitianos, seja no Haiti ou haitianos residentes em outros países, que eles podem vir para os Estados Unidos e ficar por causa da condição de proteção temporária concedida aos haitianos que já estavam aqui há alguns meses.

E essa desinformação é muito lamentável porque está fazendo com que as pessoas façam viagens muito perigosas, se coloquem em risco, se exponham ao vírus da COVID-19, entre outras coisas, com base na informação errônea de que podem vir e ficar. Portanto, estamos trabalhando muito duro, além de trabalhar para cuidar dos haitianos e garantir que as pessoas entendam que não podem fazer isso.

Em segundo lugar, uma questão mais ampla. Olha, poderíamos passar um tempo falando sobre cada um dos – cada uma das especificidades que você referiu. Mas o que ouvi aqui esta semana, especialmente após o discurso do Presidente, foi que há apreciação e apoio muito fortes e generalizados, compartilhados por todos com quem falei, sobre a visão que o Presidente Biden apresentou na Assembleia Geral: os Estados Unidos estão determinados a trabalhar em estreita colaboração com outros países; os Estados Unidos entendem que nenhum dos grandes problemas e desafios que enfrentamos, que nosso povo enfrenta – da COVID ao clima, passando pelo impacto disruptivo de tecnologias emergentes – nenhum desses problemas pode ser abordado por qualquer um de nós sozinho, incluindo os Estados Unidos; e que valorizamos o trabalho com outras pessoas e a diplomacia. E a ênfase, o foco que o presidente tem dado ao lidar com a COVID-19 e com as mudanças climáticas foi – ressoou em toda esta instituição, mas também a ênfase que ele colocou no multilateralismo e na defesa dos direitos humanos e da democracia, e lembrando a todos nós que, no coração de todo este sistema do qual fazemos parte, estão pessoas, indivíduos, não apenas estados-nação.

Então veja bem, como eu disse, podemos falar sobre cada um desses aspectos específicos, mas preciso dizer que o que ouvi nos últimos dias em resposta ao discurso do Presidente e à direção que ele está nos conduzindo foi extremamente positivo e favorável aos Estados Unidos.

PERGUNTA: Sr. Secretário –

SR. PRICE: Kylie, precisamos seguir em frente. Sinto muito. Veronique Le Billon.

PERGUNTA: Obrigada por responder minha pergunta. Então, o senhor se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, esta manhã para discutir a crise. O ministro francês disse que, para acabar com a crise, abre aspas, levaria tempo e exigiria ações, fecha aspas. O senhor poderia ser mais específico? Desculpe. Que tipo de ação específica vocês discutiram que poderia ser feita nos próximos meses com interesse comum?

E também uma pergunta sobre a Índia. O Quad estará reunido amanhã, e Narendra Modi e Emmanuel Macron conversaram há alguns dias e têm uma parceria, como sabem, bastante ampla. Vocês acolheriam uma aliança de submarinos nucleares entre os dois países? Obrigada.

SECRETÁRIO BLINKEN: Obrigado. Só algumas coisas. Em primeiro lugar e de modo geral, como observei, estamos trabalhando agora sob a direção do Presidente Macron e do Presidente Biden em um processo de consultas aprofundadas sobre uma série de questões que avançam para, de maneira muito prática, aprofundar a cooperação e coordenação entre nossos países, que por muitos anos e de diversas maneiras já são notavelmente fortes, mas podemos fazer mais e melhor.

Acho que saudamos muito o envolvimento europeu e o envolvimento e liderança franceses no Indo-Pacífico, e esse é um ponto que merece destaque. A estratégia da União Europeia que surgiu sobre o Indo-Pacífico há poucos dias, uma estratégia em que a França desempenha um papel de liderança, é algo que saudamos veementemente. Vamos lançar nossa própria estratégia revisada nos próximos meses. E ela levará muito em conta o que a União Europeia tem feito com a contribuição muito, muito forte da França. Portanto, uma área onde buscaremos aprofundar nossa cooperação e colaboração é no Indo-Pacífico, e há muitas maneiras de fazer isso.

Da mesma forma, já estamos trabalhando bem próximos no Sahel, lutando juntos contra o terrorismo. A França também matou há poucos dias um líder terrorista sênior que ameaçava a nós dois, e essa foi uma ação muito importante e significativa após o trabalho que a França faz todos os dias para proteger nossa segurança no Sahel com o apoio firme e colaboração dos Estados Unidos. Analisaremos maneiras de trabalhar ainda mais unidos no Sahel.

E, claro, falaremos sobre segurança transatlântica e segurança europeia. Apoiamos sinceramente os esforços que são importantes para a França e que fortalecem a capacidade europeia de segurança e defesa, conforme necessário, e aumentam os orçamentos de defesa, em conformidade com a OTAN, claro. Mas é perfeito – é do nosso interesse e do interesse da Europa que essas capacidades sejam reforçadas. Aplaudimos o trabalho, a liderança demonstrada pela França, que o Presidente Macron também demonstrou neste esforço. Então, esses são tópicos sobre os quais sem dúvida estaremos falando, assim como o trabalho que temos feito juntos em muitas outras partes do mundo onde temos interesses compartilhados.

E não vou comentar nenhuma hipótese específica sobre o futuro, mas deixem-me simplesmente dizer que tanto a França quanto os Estados Unidos têm interesse muito fortes em fortalecer ainda mais nossas respectivas relações com a Índia. Isso é algo que apoiamos firmemente.

SR. PRICE: Shaun Tandon, da AFP.

PERGUNTA: Obrigado, Sr. Secretário. Posso perguntar sobre o Irã? Como vocês sabem, o novo ministro das Relações Exteriores estava aqui, Sr. Amirabdollahian. Obviamente o senhor não se encontrou com ele, mas quanto a sua – sua percepção sobre ele a partir do que disseram os líderes europeus que se encontraram com ele, o senhor acha que nós temos – que há um caminho para retomar as negociações nucleares e – reavivar o JCPOA? Em que ponto o senhor acredita que não haverá mais volta?

E se eu puder fazer uma pergunta sobre seu comentário anterior em relação ao Afeganistão, o senhor disse que fez um esforço conjunto para não dar a eles, ao Talibã, legitimidade, a menos que haja – a menos que haja progresso sendo feito lá. O senhor acredita que o mundo está com vocês nisso, incluindo países como China, Paquistão, e todos os países do P5? Obrigado.

SECRETÁRIO BLINKEN: Obrigado. Algumas coisas sobre o Irã. Nosso enviado especial para o Irã, Rob Malley, também esteve aqui durante essa semana. Ele teve alguns dias muito produtivos em Nova York e está voltando para Washington. Ainda não temos um acordo do Irã para retomar as negociações em Viena. Estamos muito preparados para voltar a Viena e continuar as negociações, e a questão é se e, se sim, quando o Irã estará preparado para isso. Temos sido muito sinceros e firmes em buscar um caminho de diplomacia significativa para voltar ao cumprimento mútuo com o JCPOA e também para abordar toda a gama de preocupações que nós e muitos outros países temos com o Irã. Continuamos acreditando que o retorno ao cumprimento mútuo do acordo é do nosso interesse. É a melhor opção disponível para restringir o programa nuclear do Irã e fornecer uma plataforma para lidar com suas outras atividades desestabilizadoras.

Mas, como eu disse em algumas ocasiões recentemente, essa possibilidade de voltar ao cumprimento mútuo não é indefinida. E o desafio agora é que, a cada dia que passa, enquanto o Irã continua tomando medidas que não estão em conformidade com o acordo – particularmente construindo estoques maiores de urânio altamente enriquecido para 20 por cento, até 60 por cento, e girando centrífugas mais rápidas –, chegaremos a um ponto no futuro em que simplesmente retornar ao cumprimento mútuo com o JCPOA não recuperará os benefícios do acordo, porque o Irã terá feito muito progresso em seu programa nuclear que não poderá ser revertido simplesmente pelo retorno ao termos do JCPOA.

Portanto, isso é algo que nossos aliados e parceiros também reconhecem e concordam. E a questão é se o Irã está preparado para voltar e se envolver de forma significativa nessas negociações. Aguardamos uma resposta sobre isso.

E, desculpe, a segunda parte de sua pergunta?

PERGUNTA: Afeganistão (inaudível).

SECRETÁRIO BLINKEN: Ah, sim. Acho que há uma unidade muito forte de abordagem e de propósito. E, claro, não sou apenas eu dizendo isso; está refletido na resolução do Conselho de Segurança da ONU que foi aprovada há apenas algumas semanas, em 30 de agosto. A resolução define claramente as expectativas do Conselho de Segurança no que diz respeito à conduta do Talibã no futuro: mais uma vez, sobre a liberdade de viajar; sobre o cumprimento dos compromissos de não permitir que o Afeganistão seja usado como base para o terrorismo; sobre a defesa dos direitos básicos, inclusive de mulheres, meninas e minorias; sobre permitir e, de fato, proteger a assistência humanitária; e, claro, sobre ter uma governança inclusiva. Isso tudo está em uma resolução do Conselho de Segurança.

Além disso, tivemos bem mais de uma centena de países deixando claro que têm as mesmas expectativas em relação ao Talibã e, pelo que vi em praticamente todas as conversas que tive em diferentes agrupamentos, individualmente ou em diferentes grupos de países, inclusive no Conselho de Segurança, acho que a comunidade internacional em grande escala espera que o Talibã cumpra esses compromissos.

E assim veremos. O resultado final é o seguinte: novamente, o Talibã diz que busca legitimidade, que busca apoio da comunidade internacional; mas a relação que mantém com a comunidade internacional será definida pelas ações dele. É isso que estamos buscando. E, de novo, não somos apenas nós. São o Conselho de Segurança e seus países ao redor do mundo.

SR. PRICE: Vamos para Barbara Usher.

PERGUNTA: Olá, Sr. Blinken, apenas algumas perguntas relacionadas a perguntas de alguns de meus colegas, que alguns de meus colegas levantaram.

Sobre o encontro com o ministro francês das Relações Exteriores, o senhor acha que a crise acabou, se é que podemos chamar de crise – o sehor chamaria assim? E vocês se desculparam com ele?

Em relação ao Haiti, o senhor falou sobre entender a paixão do Sr. Foote, compreensivelmente, mas a mensagem ou a declaração que foi divulgada parecia sugerir que as propostas que ele fez não eram boas, que eram prejudiciais para a promoção da democracia, e basicamente disse que ele descaracterizou as circunstâncias de sua renúncia. Então, achei que foi uma declaração muito bem definida, na verdade. Eu me pergunto se ele foi visto como algum tipo de obstáculo por um lado, ou, se por outro lado, como posso dizer, ele foi jogado debaixo de um ônibus. Quer dizer, você pode simplesmente contextualizar essa afirmação? Obrigada.

SECRETÁRIO BLINKEN: Deixe-me responder à segunda parte da pergunta primeiro.

Veja, como eu disse há pouco, o Enviado Especial Foote prestou serviços notáveis ​​ao país em uma grande variedade de funções. Respeito e admiro muito a paixão que ele trouxe para esta última função, mas isso não significa que, por definição, uma política ou abordagem específica que ele possa ter proposto ou apoiado seja necessariamente a certa, ou que, após o processo em que examinamos todas as opções políticas, ficou predeterminado que seguiríamos na direção que ele propôs ou que qualquer um propôs. Então, de novo, eu respeito – respeito muito ele, respeito seu trabalho, respeito sua paixão, mas isso não significa que não possamos e não iremos discordar sobre a abordagem certa a tomar, a política certa a seguir. E é disso que se trata, e ele decidiu que não se sentiria mais confortável servindo nessa posição, e eu respeito a decisão dele.

No que diz respeito à França e ao meu colega, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Le Drian, mais uma vez, penso que o que disse antes é como vejo e como vemos. Temos um processo decidido, acordado pelo Presidente Macron, pelo Presidente Biden, de consultas aprofundadas daqui para frente. Reconhecemos que isso vai levar tempo, vai dar muito trabalho e precisamos demonstrar resultados não apenas no que dizemos, mas no que fazemos juntos. Estou muito comprometido com isso. Vou trabalhar de perto com Jean-Yves nos próximos dias e semanas, e estou convencido de que nossos interesses jem comum são muito fortes, os valores que compartilhamos são inabaláveis, que iremos levar adiante e realizar um bom trabalho. Mas vai levar algum tempo e vai dar muito trabalho e, como eu disse, estou determinado a fazer isso.

SR. PRICE: Obrigado, Sr. Secretário. Muito obrigado a todos.

SECRETÁRIO BLINKEN:  Muito obrigado. Aproveitem Nova York.


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/secretary-antony-j-blinken-at-a-press-availability-7/

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.

U.S. Department of State

The Lessons of 1989: Freedom and Our Future