Departamento de Estado dos Estados Unidos 
Secretária Adjunta, Molly Phee 
Gabinete de Assuntos Africanos 
Conferência especial 
30 de Janeiro de 2024 

MODERADOR:  Boa tarde do Centro de Imprensa de Bruxelas do Departamento de Estado. Gostaria de dar as boas-vindas a todos que se juntaram a nós na conferência virtual de imprensa de hoje. Estamos muito honrados por termos a companhia da Secretária Adjunta do Gabinete de Assuntos Africanos, Molly Phee. 

Recordo que a conferência de hoje é on the record. E com isso, por que não vamos em frente e começamos? Secretária Adjunta Phee, muito obrigado por se juntar a nós hoje. Vou passar-lhe a palavra para os comentários iniciais. 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:   Obrigada, John, por ajudar a organizar esta oportunidade de falar com amigos e colegas em todo o continente. Obrigada a todos por reservarem um tempo para falar comigo hoje. Estou ansiosa por actualizá-los sobre a política dos EUA em relação a África e gostaria de começar por falar sobre a recente viagem do Secretário Blinken ao continente. Viram que viajámos a quatro países: Cabo Verde, Costa do Marfim, Nigéria e Angola. Foi uma grande oportunidade para ver o impacto dos programas e actividades dos EUA e para ouvir os nossos parceiros sobre as suas ambições e preocupações e como podemos estabelecer parcerias para enfrentar os desafios no continente e a nível mundial. 

Nós – o Secretário, quando esteve em Lagos, disse algo que considero importante e que quero destacar. Disse que, no passado, os Estados Unidos estavam a trabalhar para ajudar os africanos, e agora estamos a analisar como podemos estabelecer parcerias para realizar actividades com os africanos. Portanto, trata-se de uma mudança de assistência, embora continuemos a prestar assistência, mas de uma verdadeira parceria sobre como podemos trabalhar juntos para enfrentar os desafios, mais uma vez, no continente e a nível global. 

Portanto, grande parte o seu discurso foi sobre o compromisso do Presidente Biden e do Secretário Blinken em elevar as vozes africanas na arquitetura internacional. Penso que sabem que o Presidente Biden é um forte defensor de um assento africano permanente no Conselho de Segurança. Os Estados Unidos foram um grande defensor da adesão da União Africana ao G20, e a nossa Secretária do Tesouro, Janet Yellen, está a trabalhar arduamente para garantir que as instituições financeiras internacionais reflitam melhor as vozes do século XXI e incluam os africanos em papéis de liderança. 

Também aproveitámos a oportunidade para verificar o nosso – se quiserem, o nosso boletim após a Cimeira de Líderes EUA-África em Dezembro de 2022. O ano passado foi em grande, como viram, com muitas visitas ao continente. E, de facto, enquanto viajávamos, acompanhámos a Embaixadora Thomas-Greenfield, que tinha viajado para a Libéria para a inauguração; Scott Nathan, Presidente da Corporação Financeira de Desenvolvimento, liderou a delegação dos EUA à inauguração na República Democrática do Congo; e espero ver mais líderes a viajar para o continente em breve, incluindo membros do Congresso. 

Portanto, foi uma excelente oportunidade para conversar com bons parceiros e falar sobre como podemos continuar a enfrentar, mais uma vez, os desafios partilhados, sejam eles a segurança alimentar, a segurança sanitária, a segurança física, e como os africanos podem juntar-se a outros líderes no mundo nessas conversas globais. 

Então deixe-me parar por aqui e passar a palavra a si, John, para perguntas. 

MODERADOR:  Muito obrigado, Secretário Adjunto. Temos algumas mãos levantadas, então por que não avançamos e começamos com Pearl Matibe do Premium Times. Pearl, por favor, pode avançar. 

PERGUNTA:  Bom dia, Sra. Secretária. Agradeço imenso o tempo que dedicou hoje e os comentários que prefaciou. Gostaria de abordar uma coisa que mencionou: que está ansiosa para que membros do Congresso também visitem o continente. Poderia comentar, por favor? Há apenas alguns dias, o Senador Risch, membro sénior, fez alguns comentários directos sobre a visita do Secretário Blinken a África. Talvez a senhora tenha visto esses comentários. O que o Senador criticava, por assim dizer, é que ele chamava isso de diplomacia de brincadeira, que não houve, na sua opinião, uma perda – que foi mais uma oportunidade perdida, e que talvez devesse ter havido uma abordagem mais profunda e diferente com esta viagem específica. Agora, como ele também faz parte deste comité de supervisão das Relações Exteriores do Senado, gostaria de saber se a senhora poderia comentar esta questão. Eu sei que regularmente os senhores se apresentam perante o comité. Como comentaria? E a senhora – a senhora anteciparia – prevê que ele fará uma viagem, por exemplo, ao continente? Mas muito obrigada. Eu realmente agradeço o que comentou logo no início. Obrigada. 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:  Claro. Bem, gostaria de falar sobre o que o Secretário Blinken discutiu com parceiros em África. Discutimos as prioridades africanas, por exemplo, em infraestruturas. Em Cabo Verde, tivemos a oportunidade de observar o impacto positivo que a Corporação Desafio do Milénio alcançou em termos, por exemplo, do desenvolvimento do Porto da Praia, que é literalmente a porta de entrada para África a partir dos Estados Unidos a nível de comércio. Em Angola, tivemos a oportunidade de discutir a infraestrutura significativa que os Estados Unidos estão a realizar ligando a Zâmbia, a República Democrática do Congo e Angola através do Porto do Lobito, ajudando a abrir um mercado de exportação e também actividades filiais – assim, por exemplo, dando vida à energia verde através da energia solar e também ajudando no desenvolvimento agrícola nesse sentido. 

Assim, conseguimos destacar o instrumento económico – instrumentos que os Estados Unidos têm para apoiar as ambições africanas de desenvolver as suas economias: a Corporação Financeira de Desenvolvimento, as Corporações do Desafio do Milénio e, por exemplo, o Banco de Exportação e Importação dos EUA. Portanto, estas são actividades críticas para o povo de África e são muito sérias em termos de consequências para o emprego e, mais uma vez, para o desenvolvimento económico. 

Também tivemos a oportunidade de nos concentrarmos num investimento americano significativo na saúde. Assim, por exemplo, em Lagos, pudemos visitar um importante centro médico de ciência e investigação que beneficiou do PEPFAR durante muitos anos e também estava agora em posição, devido ao investimento do PEPFAR, para ajudar a Nigéria a lidar com uma pandemia como a COVID. Então esse foi, eu acho, um esforço sério e importante. Também tivemos a oportunidade de conversar em Lagos com pessoas que estão focadas no desenvolvimento da participação digital de África na economia digital. E procuramos ver se podemos estabelecer parcerias em matéria de infraestruturas, no desenvolvimento do capital humano – garantindo que as mulheres e os jovens, por exemplo, tenham acesso à economia digital – bem como falar sobre como podemos trabalhar juntos na definição de normas globais para o uso responsável de coisas como a IA. 

Divertimo-nos. Fomos ao Mundial – a Taça das Nações, como vocês sabem, estava a decorrer na semana em que lá estivemos. O Secretário pôde assistir a um jogo em Abidjan e falar com os parceiros africanos sobre os jogos, porque todos estavam concentrados neles. E se pensarem bem, o futebol é um pouco como a vida: às vezes ganhamos, às vezes perdemos. Portanto, quando se faz parceria com pessoas, deseja-se trabalhar em conjunto para lidar com os momentos difíceis, mas também se deseja celebrar os momentos positivos. 

Obrigada. 

MODERADOR:  Obrigado, Secretária Adjunta. Na verdade, recebemos uma chamada vinda de um número que termina em 586 – ou 5687. Autor desta chamada, vá em frente e identifique-se e identifique a sua filiação. Vamos tentar de novo. Eles parecem estar – a quem nos está a ligar, consegue ouvir-nos? Não parece estar a funcionar. Então, por que não vamos em frente e vamos para uma pergunta enviada? A primeira de Pablo Moraga, da agência de notícias espanhola EFE, com sede no Quénia. Pablo pergunta: “Níger, Mali e Burkina Faso – três nações da África Ocidental lideradas por militares – anunciaram a sua retirada imediata do bloco regional CEDEAO, acusando o órgão de se tornar uma ameaça para os seus membros. O que os EUA acham dessa mudança?” 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:   Bem, obrigada por essa pergunta. Estamos a acompanhar de perto a evolução no Sahel e na costa da África Ocidental. E acreditamos que é importante que todos se concentrem no diálogo e na cooperação. Sabemos que todos os povos da região da CEDEAO estão preocupados com a segurança, estão preocupados com a governação, estão preocupados com o desenvolvimento económico, e esperamos que possam trabalhar juntos para encontrar afinidades e procurar formas partilhadas de se apoiarem mutuamente na gestão destes desafios. 

Penso que sabem que há muito que apoiamos soluções para os problemas lideradas por africanos. Acreditamos que, pelo facto de alguns dos estados do Sahel não terem acesso ao mar, é importante que tenham boas ligações com os seus parceiros na costa ocidental de África. Portanto, incentivamos o diálogo e a cooperação. 

MODERADOR:   Obrigado, Senhora Secretária. Vamos para outra chamada – Nick Turse. Nick, por favor, o seu microfone está ligado, se tiver alguma pergunta. 

PERGUNTA:   Sim. Obrigado por reservar um tempo para falar hoje, Secretária Phee. Quando falámos antes da viagem, a senhora expressou a certeza de que o Secretário Blinken discutiria o assunto dos danos civis com o Presidente e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria. Pode falar sobre a natureza da discussão e quais serão as repercussões para a Nigéria – isto é, que medidas o Estado tomará se os militares da Nigéria continuarem a ferir civis? 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE: É claro que, como fazemos sempre que nos reunimos com os nossos parceiros nigerianos, falamos sobre como minimizar os danos aos civis quando empreendemos operações complicadas contra a ameaça terrorista que a Nigéria enfrenta – também a ameaça do Boko Haram e dos bandidos. O Secretário também teve a oportunidade de reunir-se com líderes civis para falar sobre o seu compromisso na promoção dos direitos e oportunidades para diferentes grupos civis. Portanto, este é um tema que continua a ser uma componente constante da nossa conversa com a Nigéria, e procuramos formas nas nossas – tanto nas nossas políticas como nos nossos programas – para apoiar o desejo da Nigéria de garantir que o país esteja seguro e protegido para todos os seus cidadãos. 

PERGUNTA:   E repercussões? 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:  Não vou entrar em hipóteses, Nick. 

PERGUNTA:   Obrigado. 

MODERADOR:   Obrigado, Secretária Adjunta. Passaremos para a próxima pergunta, da Halima. Halima G., por favor, prossiga, e pode identificar a sua afiliação também, por favor? Obrigado. 

PERGUNTA:  Olá. Sim. Halima Gikandi do programa de rádio The World. Obrigada, Secretária Phee. Quero fazer uma pergunta sobre o Sudão. Os EUA estão a ser criticados por não investirem recursos e peso diplomáticos suficientes para acabar com a guerra no Sudão. Pode, por favor, resumir o que os EUA estão a fazer neste momento e responder se será nomeado um enviado especial dos EUA ao Sudão, como foi solicitado pelos membros do Congresso? Obrigada. 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:   Bem, compreendo perfeitamente que todos estejam frustrados com a terrível situação no Sudão, o sofrimento do povo do Sudão, a conduta irresponsável dos líderes de segurança e o seu desrespeito imprudente pela vida civil e pelas infraestruturas. Assim, os Estados Unidos, tal como os parceiros africanos, os parceiros árabes e outros parceiros internacionais, continuam intensamente preocupados e empenhados de múltiplas formas para tentar promover um cessar-fogo e uma transferência para um regime civil. Temos vários diplomatas seniores que estão focados nos diferentes aspectos do problema e, como mencionei antes, quando testemunhei perante o Congresso, a administração acredita que adicionar um enviado à constelação de esforços já em curso seria útil, mas não tenho nenhum anúncio para vós neste momento relativamente a essa questão. 

MODERADOR:  Obrigado. Na verdade, temos mais uma pessoa com a mão levantada – Nafisa Eltahir. Nafisa, prossiga e identifique a sua afiliação. Obrigado. 

PERGUNTA:  Olá. Estou com a Reuters. Na verdade, também tenho uma pergunta sobre o Sudão, apenas perguntar neste momento o que – quais são as perspetivas dos EUA para um cessar-fogo, para um possível acordo entre os dois lados? Tivemos negociações oficiais interrompidas por pelo menos mais de um mês, então pode nos dar alguma ideia sobre o desenvolvimento desta questão? Obrigada. 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:   Bem, posso dizer-vos que não desistiremos dos nossos esforços para promover um cessar-fogo, e acredito que há, mais uma vez, muitos sudaneses – africanos, árabes – e outros parceiros na comunidade internacional que partilham essa convicção. Existem múltiplos caminhos e múltiplos esforços para tentar persuadir os líderes, principalmente das FAS e FAR, a desistirem do seu caminho destrutivo e imprudente. E continuaremos a trabalhar nisso à medida que avançamos. 

John, eu realmente gostaria que pudesse entrar em contacto com jornalistas africanos. É bom falar com meios de comunicação internacionais, mas o meu objectivo nesta sessão era falar com jornalistas africanos no continente que, de outra forma, não teriam acesso ao Departamento de Estado. Então, podemos fazer isso – podemos mudar o nosso foco? 

MODERADOR:  Claro. Eu estou – então eles não identificam a sua afiliação quando ligam, então não tenho certeza de quem são, mas certamente posso tentar. Porém, abordarei uma pergunta enviada por um jornalista do continente. Hamid Mecheri, da Argélia, fala sobre a visita de Abdel Fattah al-Burhan à República do Sudão e pergunta: “Existe uma forma de a Argélia poder participar na resolução do conflito no Sudão?” 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:   Bem, como já disse antes, penso que a maioria dos países do continente, da região e internacionalmente estão devastados pelo que está em curso no Sudão e querem ver um fim o mais rapidamente possível. Portanto, acolhemos com satisfação todas as contribuições para essa campanha de pressão. 

MODERADOR:  Obrigado. E a seguinte foi de Tinashe Mpasari – Mpasiri da Ini Africa Media na África do Sul. Perguntam: “Enfrentar as fronteiras dos desafios triplos da pobreza, do desemprego e da desigualdade no Continente Africano não é uma tarefa fácil dada a ausência de compreensão partilhada sobre o que é e o que não é riqueza. Dito isto, concorda que o oposto da pobreza não é a riqueza, mas o Estado de direito? Em caso afirmativo, como pensa que o Estado de direito pode ser afirmado em todo o continente e acelerar a restauração do constitucionalismo para garantir uma África que seja diversa, inclusiva, progressista e próspera?” Temos aqui uma grande questão. 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:  Bem, agradeço essa pergunta. Na minha opinião, um dos maiores pontos fortes dos Estados Unidos da América tem sido a nossa dedicação ao Estado de direito e, fundamentalmente, o Estado de direito significa que cada indivíduo deve ser tratado de forma igual perante a lei e, portanto, ter oportunidades iguais. O Estado de direito permite que todos, independentemente da sua origem, avancem. E também significa que a corrupção não é aceitável. Portanto, concordo plenamente que o Estado de direito é uma pedra basilar para o desenvolvimento económico, para a prosperidade humana e para as oportunidades. 

MODERADOR:  Óptimo, obrigado. Voltaremos a uma ligação novamente. Não consigo ter certeza de que estes não sejam de ´órgãos internacionais, mas temos várias mãos levantadas. Mouctar Balde, poderia – está com o microfone. Pode identificar a sua afiliação? 

PERGUNTA:  Sim, bom Dia. Sim, o meu nome é Mouctar Balde da Guinéenews. E a minha pergunta é: o que está a Administração Biden a fazer para responsabilizar o regime do General Mamady Doumbouya na República da Guiné pela falta de respeito pela liberdade de expressão? E não sei – na Guiné, na verdade, já se passaram quase dois ou três meses sem acesso à Internet e as estações de rádio foram bloqueadas, e o regime em vigor está a prender e a exilar políticos da oposição. 

E também, como sabem, entre os migrantes que chegam aos Estados Unidos, há muitos jovens guineenses que estão desesperados para deixar o país por causa do regime militar na Guiné. E parece que o Governo americano, e além dos países franceses e da União Europeia, é como se estivessem a virar – estão indiferentes – e a dar – é como se lhe estivessem a dar luz verde só para ele poder agir. Entretanto, o Níger, o Burkina Faso e o Mali foram criticados por isso. E eu – gostaria de saber  o que a Administração Biden está a fazer apenas para responsabilizá-lo. 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:  Bem, obrigada por levantar as preocupações sobre a governação nos Estados-membros da CEDEAO. Na verdade, Mouctar, por favor, verifique as notícias. Esta mesma semana, o Subsecretário Adjunto para a África Ocidental, Michael Heath, está em Conacri, reunindo-se não só com líderes governamentais, mas com líderes da sociedade civil, líderes da oposição e outros para realmente promover a transição da Guiné para a democracia. Portanto, acreditamos que é importante envolver-se, falar sobre o tema – como acabámos de abordar aqui nesta conversa – como o Estado de direito, a igualdade, a oportunidade, a estabilidade e outros factores podem contribuir para o desenvolvimento dos Estados africanos. Portanto, é algo – é uma questão com a qual continuamos preocupados. É por isso que Michael Heath esteve presente esta mesma semana para ter essas conversas e avançar. 

Reconhecemos os desafios que os Estados do Sahel e da costa oeste de África enfrentam por parte dos terroristas. Compreendemos os desafios económicos que resultaram, por exemplo, das alterações climáticas, do impacto da pandemia da COVID, do impacto da guerra que a Rússia está a travar contra a Ucrânia, porque está a resultar num aumento dos preços dos combustíveis, dos fertilizantes, e também outras mercadorias. E todos estes factores de tensão dificultam o progresso dos povos e dos governos. Acreditamos que um sistema democrático é o melhor caminho a seguir, oferecendo mais oportunidades e desbloqueando a paz e a prosperidade para todos. E essa continuará a ser a política que defendemos. 

MODERADOR:  Obrigado, Secretária Adjunta. Indo para outra mão levantada – Rageh Omaar. Rageh, pode identificar a sua afiliação? 

PERGUNTA:  Olá, conseguem ouvir-me? Sim, o meu nome é Rageh Omaar. Sou da ITV News aqui no Reino Unido. Muito obrigado pela oportunidade de fazer uma pergunta à Secretária de Estado Adjunta. Entrei um pouco tarde, então peço desculpas se alguém já perguntou o mesmo. Mas gostaria de perguntar qual a sua reacção aos anúncios entre a Etiópia e o autoproclamado Governo da Somalilândia para assinar um memorando de entendimento segundo o qual se a Etiópia arrendasse uma base naval no Mar Vermelho, perto do porto de Berbera, por 50 anos, em troca pelo reconhecimento formal da Somalilândia como um estado independente. Sei que o Departamento de Estado disse que reconhece e reafirma a integridade territorial e a soberania da Somália, mas isso poderia ser um ponto legalista, porque a Somália e a Somalilândia receberam pleno reconhecimento e independência, separadamente, durante seis dias. 

Mas a minha pergunta principal, Senhora Secretária de Estado Adjunta, é: Qual é a sua reacção à declaração do Presidente Hassan Sheikh Mohamud e do Primeiro-Ministro da Somália e de outros membros do governo, no Governo Federal da Somália, que dizem que a ameaça do reconhecimento da Somalilândia, que consideram parte da Somália, representa um perigo maior para a Somália e para o povo da Somália do que o al-Shabaab? Concorda com essa afirmação? 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:  Os Estados Unidos partilham a opinião da União Africana, da IGAD e de outras organizações internacionais, bem como da maioria dos parceiros africanos no continente, de que a soberania e a integridade territorial da Somália devem ser respeitadas. Partilhamos a preocupação de que este memorando de entendimento proposto possa ser muito perturbador para a nossa luta comum, que inclui o investimento etíope ao longo de anos contra o al-Shabaab e o seu impacto negativo sobre o povo da Somália. E apoiamos conversações entre os povos da Somália e da Somalilândia sobre o seu futuro comum. 

MODERADOR:  Obrigada Senhora Secretária. Uma – outra pergunta enviada por Victoria John-Mekwa da Channels TV da Nigéria. Ela pergunta: “ O Sr. Blinken indicou durante sua visita à Nigéria que os EUA estão interessados em trabalhar com os agentes de tecnologia lá. Que forma isso assumiria e qual seria o plano?” 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:  Bem, acho que viu que tivemos a oportunidade de visitar a sede da 21st Century Technologies em Lagos enquanto estávamos lá. E o que estamos a fazer é partilhar a nossa experiência e os nossos recursos e promover ligações entre o dinâmico sector tecnológico de Lagos e o dinâmico sector tecnológico dos Estados Unidos. E o que vemos é que, quando combinamos os nossos respetivos pontos fortes, estamos a ter um impacto realmente poderoso nessa indústria. E estamos muito entusiasmados com esses intercâmbios e continuaremos a promover o envolvimento nesse sector . 

Muitos investidores de capital de risco nos Estados Unidos estão a dirigir-se para Lagos e para a Nigéria devido ao talento e às oportunidades existentes, e pensamos que esta é uma fronteira importante para o aprofundamento da nossa parceria. 

MODERADOR:  Obrigado, Secretária Adjunta. Temos um último jornalista com a mão levantada e estamos quase sem tempo, então vamos considerar essa pergunta como a última. Giulia Pompili – Giulia, pode avançar e identifique a sua afiliação, por favor. 

PERGUNTA:  Sim, obrigada. Sou Giulia Pompili, do jornal Il Foglio, Itália. Muito rapidamente, ontem a nossa Primeira-Ministra Meloni deu as boas-vindas a vários líderes africanos por isso – por mostrarem este plano Mattei que é a nova fronteira da nossa cooperação com África. O que pensa disso ao olhar também para a presidência – a presidência italiana do G7? Obrigada. 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:  Claro. Bem, respeitamos e admiramos o envolvimento da Itália com África e saudamos a oportunidade para os estados africanos desenvolverem parcerias com amigos e países com ideias semelhantes em todo o mundo. E certamente aguardamos com expectativa a liderança da Itália no G7, onde poderemos continuar a enfrentar desafios comuns. Penso que sabem que estamos a trabalhar no G7 para melhorar o investimento em infraestruturas africanas e esperamos acelerar a actividade nesse sentido, sob a liderança da Itália. 

MODERADOR:  Muito obrigado, Secretária Adjunta. Infelizmente, esgotámos o tempo que temos hoje para vós nesta sessão. Obrigado a todos pelas vossas perguntas. E Secretária Adjunta Phee, muito obrigado por se juntar a nós. 

SECRETÁRIA ADJUNTA PHEE:  Obrigada a todos por ouvirem e participarem. Foi bom conversar convosco. 

MODERADOR:Em breve enviaremos as gravações de áudio da conferência a todos os jornalistas participantes e forneceremos uma transcrição assim que estiver disponível. Também adoraríamos ouvir a vossa opinião e podem sempre contactar-nos em TheBrusselsHub@state.gov. Obrigado novamente pela vossa participação e esperamos que se possam juntar a nós no futuro para outra conferência. E assim encerramos a sessão de hoje. 


Ver o conteúdo original: https://www.state.gov/online-press-briefing-with-assistant-secretary-of-state-for-african-affairs-molly-phee/ 

Esta tradução é oferecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.

U.S. Department of State

The Lessons of 1989: Freedom and Our Future